segunda-feira, agosto 27, 2018

Trio carioca Azymuth confirma participação na 22ª edição do Psicodália


Grupo tem 45 anos de existência e aproximadamente 30 álbuns
 
 Formado em 1973, o trio carioca Azymuth faz sua estreia no Psicodália em 2019.  A banda, que tem 45 anos de vida, continua sendo uma das mais influentes da música brasileira. Alex Malheiros (baixo), Kiko Continentino (teclados) e Ivan “Mamão” Conti (bateria) misturam funk americano, jazz, samba e ritmos folclóricos brasileiros, criando uma sonoridade única batizada por eles de “Samba doido”.

Ao longo desse quase meio século, o Azymuth já se apresentou em inúmeros festivais importantes entre eles, o North Sea Jazz Festival, em Nova York. Já em 1977, o trio foi o primeiro grupo brasileiro a tocar no renomado Montreux Jazz Festival, na Suíça.

Seu mais recente álbum, “Fênix”, foi lançado em 2016 pela gravadora britânica Far Out Recordings. A discografia do grupo, que reúne aproximadamente 30 álbuns de estúdio, é composta por discos essenciais, como “Linha do Horizonte” (1975) e “Light as a Feather” (1979).


Além do trio, já estão confirmados também os shows de Elza Soares e da curitibana Mulamba. Um dos maiores festivais independentes do Brasil, o Psicodália chega a sua 22ª edição no Carnaval 2019, de 1 a 6 de março.

Ingressos – Os ingressos para o Psicodália 2019 estão à venda e cada lote terá novo valor. A novidade é que o cadastro será realizado na hora da compra, facilitando o acesso. É obrigatório cadastrar o nome completo, número do telefone, RG, CPF e e-mail de todos os compradores. A intenção é agilizar o atendimento e dar ainda mais segurança para quem está comprando seu ingresso.

A Fazenda Evaristo, localizada em Rio Negrinho/SC, a 120 km de Curitiba, continua sede do evento.  Nas redes sociais e no site do evento 2019 é possível conferir todas as novidades da 22.ª edição.

 Serviço:

Psicodália 2019: de 01 a 06 de março de 2019.

Local: Fazenda Evaristo - Rio Negrinho/SC.

Ingressos: A partir de R$ 420,00 (meia-entrada). Os bilhetes estão à venda no site Disk Ingressos, com parcelamento em até 6x sem juros.

A meia-entrada é válida para:

Estudantes, pessoas acima de 60 anos, professores, doadores de sangue e portadores de necessidades especiais (PNE) e de câncer, jovens de baixa renda entre 15 e 29 anos de idade que se enquadrem nos critérios legais, classe artística com carteirinha do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão (SATED) ou Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) e portadores do cartão Disk Ingressos. É obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição do beneficiário, na compra do ingresso e na entrada do local.

Informações:

www.psicodalia.com.br
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segunda-feira, agosto 20, 2018

Público vai escolher atrações do Psicodália 2019



Curadoria do Festival vai pré-selecionar 12 bandas que disputarão o voto popular para estar no palco do evento


foto: Ana Quesado

foto: Nicolas Salazar


As bandas interessadas em tocar no Psicodália 2019 poderão inscrever suas propostas no período de 20 a 31 de agosto de 2018 no site do evento. Entre as inscritas, 12 serão pré-selecionadas pela curadoria do festival e participarão da votação popular que definirá as três mais votadas, que tocarão na 22ª edição do evento, que acontece de 1 a 6 de março. É a primeira vez que o público vai ajudar, diretamente, a escolher atrações que subirão ao palco.


O processo todo se dará no site do Psicodália. As bandas selecionadas pela curadoria serão conhecidas no dia 01 de outubro, quando o público iniciará a escolha de suas preferidas, até 17 de outubro. E, finalmente, no dia 19 de outubro serão divulgados os nomes das três atrações que o público quer ver no palco do Psicodália.

foto: José Tramontin

A intenção é apostar em artistas interessados no Festival e aproximar ainda mais o público, explica o diretor do Psicodália, Klauss Eira. “Queremos abrir possibilidades aos artistas e a oportunidade do público fazer parte da curadoria”, pontua ele, acrescentando que serão aceitas inscrições de artistas “iniciantes, profissionais, com pouco ou muito tempo de estrada, desde que seja música autoral.” “Estamos confiantes que receberemos materiais de qualidade e que festival, artistas e público ganharão com isso", diz. A votação popular complementará o trabalho da curadoria que acompanha permanentemente a cena autoral em festivais, show, feiras de música, além de muita pesquisa e conversas com olheiros pelo Brasil afora. 

Oficinas, cinema e teatro – Na 22ª edição, o festival mantém sua proposta multicultural, oferecendo também uma extensa programação com teatro, cinema, recreação infantil e adulta, além das oficinas temáticas. As propostas de cinema, teatro, para oficinas e atividades recreativas também deverão ser enviadas pelo site do Psicodália. O período de inscrição também começa no dia 20 de agosto e segue até 5 de outubro de 2018. E para acompanhar todos os detalhes basta acessar as páginas do evento nas redes sociais.

Ingressos – O primeiro lote de ingressos para o Psicodália 2019 está à venda pelo Disk Ingressos. A novidade é que o cadastro será realizado na hora da compra, facilitando o acesso. Para concluir a compra é obrigatório cadastrar o nome completo, número do telefone, RG, CPF e e-mail de todos os compradores. A intenção é agilizar o atendimento e dar ainda mais segurança para quem está comprando seu ingresso.

A Fazenda Evaristo, localizada em Rio Negrinho/SC, a 120 km de Curitiba, continua sede do evento. Nas redes sociais e no site do evento 2019 é possível conferir todas as novidades da 22ª edição do Psicodália.

Serviço:

Psicodália 2019: de 01 a 06 de março de 2019.

Fazenda Evaristo – Rio Negrinho/SC.

Ingressos: A partir de R$ 420,00 (meia-entrada). Parcelamento em até 6x sem juros.


Terá direito ao benefício da meia-entrada:

Idosos; menores de 18 anos; estudantes (independente da idade, desde que regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino público ou particular, oficialmente reconhecidos, de nível fundamental, médio e superior, e técnico profissionalizante); professores; portadores de deficiência; doadores de sangue; jovens de 15 a 29 anos de idade de baixa renda que se enquadrem nos critérios legais; classe artística com carteirinha do Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão) ou OMB; e portadores do cartão Disk Ingressos.

Informações:


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Agenda de inscrições:

20/08 a 31/08: Período de inscrição de bandas.

20/08 a 05/10: Período de inscrição para as oficinas e teatro.

01/10: Divulgação das bandas selecionadas para votação.

19/10: Resultado final das bandas.

20/11: Divulgação do resultado das oficinas e teatro selecionados.

domingo, agosto 19, 2018

Mulamba no Psicodália 2019


A banda curitibana confirma a sua presença na 22ª edição do festival

Foto: Luciano Meirelles


A banda curitibana Mulamba volta ao Psicodália em 2019 para mostrar sua sonoridade que mescla força e poesia, unindo influências que vão do rock à música erudita. O grupo, composto por seis mulheres com vozes dissonantes, cantando letras que saem das entranhas e expressam poeticamente o que o universo feminino tem a dizer, é a segunda atração confirmada da 22ª edição do Psicodália, um dos maiores festivais independentes do Brasil. O evento acontece de 1 a 6 de março de 2019, em Rio Negrinho (SC), e os ingressos estão à venda pelo Disk Ingressos.

Uma das principais características do grupo, que está se preparando para lançar o primeiro álbum em novembro, é a contundência para defender a igualdade de gênero. O sexteto começou a se destacar após a boa repercussão dos vídeos das canções "P.U.T.A." (que já ultrapassou dois milhões de visualizações no YouTube) e "Mulamba" (que se tornou um dos hinos do empoderamento feminino), ambos lançados em 2017. Porém, a ênfase na temática do empoderamento em suas músicas não quer dizer que o grupo se prende a uma única temática. Ao contrário, procura abordar também questões sociais e políticas nas composições. Mulamba quer representar um grito de vozes silenciadas.

Ingressos - Dia 17 de agosto é o ultimo dia da pré-venda, com valor promocional para quem já foi ao Festival em alguma das quatro últimas edições. A partir de 18/08 o primeiro lote de ingressos estará à venda. A novidade é que o cadastro será realizado na hora da compra, facilitando o acesso. É obrigatório cadastrar o nome completo, número do telefone, RG, CPF e e-mail de todos os compradores. A intenção é agilizar o atendimento e dar ainda mais segurança para quem está comprando seu ingresso.

A Fazenda Evaristo, localizada em Rio Negrinho/SC, a 120 km de Curitiba, continua sede do evento, que será realizado de 01 a 06 de março de 2019 (carnaval). Nas redes sociais e no site do evento 2019 é possível conferir todas as novidades da 22.ª edição.

Serviço:

Psicodália 2019: de 01 a 06 de março de 2019.

Fazenda Evaristo – Rio Negrinho/SC.

Ingressos: No dia 18/8 inicia a venda do primeiro lote com valor a partir de R$ 420,00 (meia-entrada). Parcelamento em até 6x sem juros.
Terá direito ao benefício da meia-entrada:

Idosos; menores de 18 anos; estudantes (independentemente da idade, desde que regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino público ou particular, oficialmente reconhecidos, de nível fundamental, médio e superior, e técnico profissionalizante); professores; portadores de deficiência; doadores de sangue; jovens de 15 a 29 anos de idade de baixa renda que se enquadrem nos critérios legais; classe artística com carteirinha do Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão) ou OMB; e portadores do cartão Disk Ingressos.


Informações:

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segunda-feira, agosto 13, 2018

DEUS É MULHER E ESTARÁ NO PSICODÁLIA 2019!

Temos o prazer de anunciar:

ELZA SOARES é a primeira atração confirmada do Psicodália 2019! Depois do premiado sucesso de "A Mulher do Fim do Mundo", Elza Soares rompe novamente silêncios históricos e lança o 33º disco de sua carreira: "DEUS É MULHER". Elza traz nas letras de seu novo álbum reflexões sobre empoderamento feminino, apropriação cultural, racismo, religião e liberdade. Com arranjos modernos, originais e puxados para o rock, ela ressurge poderosa. Você precisa estar lá! 
COMPRE SEU INGRESSO
A pré-venda vai até sexta-feira, dia 17 de agosto. Quem foi em pelo menos um dos 4 últimos anos pode adquirir até 10 ingressos no valor promocional de R$380 a meia-entrada*. MESMO PREÇO da edição passada! Garanta já o seu!

_*Tem direito ao benefício da meia-entrada:

Portadores do cartão Disk Ingressos**; idosos; menores de 18 (dezoito) anos; estudantes (independentemente da idade, desde que regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino público ou particular, oficialmente reconhecidos, de nível fundamental, médio e superior, e técnico profissionalizante); professores; portadores de deficiência; doadores de sangue; jovens de 15 a 29 anos de idade de baixa renda que se enquadrem nos critérios legais; classe artística com carteirinha do Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão) ou OMB.
_**Cartão Disk Ingressos
Além dos beneficiários amparados pela legislação (estadual e federal), existe a possibilidade de adquirir o benefício da MEIA-ENTRADA por meio do clube de vantagens da empresa que comercializa nosso ingresso. Este é mais um benefício que está ao alcance do público.
Visite nosso site e se apaixone pelo Psicodália: www.psicodalia.com.br. Ficou com alguma dúvida? Envie uma mensagem para contato@psicodalia.com.br.

Ouça o disco

Escute “Deus é Mulher” na Playlist Oficial do Psicodália 2019:

Evento Psicodália 

Confirme presença no evento e acompanhe nossos recados e dicas:

quinta-feira, agosto 02, 2018

🚀 PRÉ-VENDAS ABERTAS!⠀

 COMEÇOU A PRÉ-VENDA DO PSICODÁLIA 2019!
Quem aí está ansios@ para garantir o ingresso para o melhor carnaval que uma pessoa pode ter? MELHOR AINDA É PAGAR O MESMO VALOR DA EDIÇÃO PASSADA. Presente nosso para todas e todos que dançaram, cantaram, interagiram e se amaram com a gente nos festivais de 2018, 2017, 2016 e/ou 2015.

NOVIDADE! Cada pessoa pode adquirir até 10 ingressos pelo precinho camarada de R$380* cada (valor meia-entrada). Na hora da compra, tenha em mãos os dados de toda a galera, você será o encarregado ou encarregada de preencher o NOME COMPLETO, CPF, RG, TELEFONE E EMAIL da geral.  
A pré-venda começou às 00h do dia 2 de agosto e encerra às 23h59 do dia 17 do mesmo mês!

Onde compro? 
Nos quiosques ou através do site do Disk Ingressos:www.diskingressos.com.br
Como posso pagar?
Pagamento pode ser realizado via boleto, cartão de débito, dinheiro ou cartão de crédito, com parcelamento em até 6x sem juros. 
6 dias com mais de 200 atrações espalhadas em 5 palcos.
Área de camping arborizada, equipe de segurança e limpeza 24h. 
*Tem direito ao benefício da meia-entrada:

Portadores do cartão Disk Ingressos**; idosos; menores de 18 (dezoito) anos; estudantes (independentemente da idade, desde que regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino público ou particular, oficialmente reconhecidos, de nível fundamental, médio e superior, e técnico profissionalizante); professores; portadores de deficiência; doadores de sangue; jovens de 15 a 29 anos de idade de baixa renda que se enquadrem nos critérios legais; classe artística com carteirinha do Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão) ou OMB;

**Cartão Disk Ingressos

Além dos beneficiários amparados pela legislação (estadual e federal), existe a possibilidade de adquirir o benefício da MEIA-ENTRADA por meio do clube de vantagens da empresa que comercializa nosso ingresso. Este é mais um benefício que está ao alcance do público!


Psicodália 2019: você livre, leve e solt@ na natureza curtindo um festival independente.

Equipe Psicodália

#psicodália2019

segunda-feira, julho 16, 2018

Psicodália 2019: mais forte do que nunca!


Festival abre a pré-venda dos ingressos no dia 02 de agosto 




Começa no dia 2 de agosto a pré-venda de ingressos para o Psicodália 2019. Quem participou do festival nos últimos quatro anos poderá adquirir o ingresso na pré-venda e pagará o mesmo valor da última edição. 

A novidade é que o cadastro será realizado na hora da compra, facilitando o acesso. Será possível adquirir até seis ingressos do lote promocional. Para concluir a compra é obrigatório cadastrar o nome completo, RG, CPF e e-mail de todos os compradores. A intenção é agilizar o atendimento e dar ainda mais segurança para quem está comprando seu ingresso, além de evitar filas na entrada do evento. 

A venda do lote promocional se encerra no dia 17 de agosto. Após este período a venda de ingressos será aberta ao público geral, com novos valores. 

A Fazenda Evaristo, localizada em Rio Negrinho/SC, a 120 km de Curitiba, continua sede do evento, que será realizado de 01 a 06 de março de 2019 (carnaval). 

O festival mantém sua proposta multicultural, com muita música, teatro, cinema, recreação e oficinas temáticas - que se diferenciam pela diversidade de olhares propostos, criando momentos de harmonia com a natureza em um ambiente que propicia a busca pela diversão, autoconhecimento e bem estar. 

Nas redes sociais e no site do evento 2019 é possível conferir todas as novidades da 22.ª edição do Psicodália. 

Serviço: 

Psicodália 2019: de 01 a 06 de março de 2019. 

Fazenda Evaristo – Rio Negrinho/SC. 

Ingressos: Pré-venda: 02 a 17 de agosto de 2018. Lote promocional a partir de R$ 380,00 (meia-entrada). Mesmo valor da edição anterior. Somente para quem foi ao Psicodália 2015, 2016, 2017 OU 2018. Cada comprador poderá adquirir até 6 ingressos e parcelar em até 6x sem juros. 

Terá direito ao benefício da meia-entrada: 

Idosos; menores de 18 anos; estudantes (independente da idade, desde que regularmente matriculados em estabelecimentos de ensino público ou particular, oficialmente reconhecidos, de nível fundamental, médio e superior, e técnico profissionalizante); professores; portadores de deficiência; doadores de sangue; jovens de 15 a 29 anos de idade de baixa renda que se enquadrem nos critérios legais; classe artística com carteirinha do Sated (Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão) ou OMB; e portadores do cartão Disk Ingressos. 



Informações: 


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terça-feira, fevereiro 27, 2018

Psicodália 2018 - expressões artísticas em dias incertos...




Dias incertos e de golpes nos direitos trabalhistas, nas formas independentes de organização, na democracia, na humanidade, na vida... Dentro desta triste e violenta realidade pela qual passa o Brasil, movimentos artísticos de convivência e expressões como o Psicodália são formas de ‘resistência’. E este ano, mais uma vez, o festival se mostrou um espaço destas manifestações, destas expressões e resistências artístico-culturais, políticas e de gênero. Mais um festival intenso onde a arte se apresenta no seu mais amplo sentido. E vamos às impressões...


Quinta

Chegamos na quinta, um dia antes do início do festival. Final de tarde e a polícia montara uma barreira bem no início do caminho de terra que leva à fazenda Evaristo. Passamos batido, bem no momento em que a PM revistava um grupo pequeno de pessoas. Chegamos. Alguns minutos para as credenciais, um papo com alguns velhos conhecidos do festival que trabalhavam na portaria e já estávamos liberados e dentro da fazenda. Saudei fazendo sinal de reverência, a natureza e o festival, como de costume. Encontramos um bom lugar para acampar. Subimos as lonas e nossas bandeiras, no aguardo dos demais membros do Grupo Vertigem de Ações Poéticas e amigos/as que chegariam na sexta. Cansados da viagem bebemos algumas cervejas, rimos e conversamos bastante, até o sono chegar.




 

(Acampamento Vertigem - no Terreno Baldio)


Sexta

Acordamos alegres por estarmos no Psicodália. A 12ª edição minha e da Liza, 9 delas trabalhando na imprensa com fotos, textos e divulgação pré e pós festival, 2 delas tocando com a banda Epopeia e a primeira apresentando espetáculo com o Grupo Vertigem de Ações Poéticas (poesia, música e vídeo). Passamos o dia ajeitando uma coisa ali, outra aqui. Ajudando outros, bebericando, encontrando amigos de outras paragens e conversando. O povo aos poucos foi se chegando. Antes da noite nosso acampamento no Terreno Baldio já estava todo de pé. O festival inicia com um cortejo circense, acompanhado do público. Música, batucada, dança, malabares, caricatos, acrobacias, festa, carnaval! Com a permissão e benção dos Orixás, é iniciado ‘oficialmente’ o Psicodália 2018!
























Palco Lunar

A banda Carne Doce abre o Palco Lunar com seu som cheio de energia e bela performance, principalmente da vocalista. Na sequência é a vez da clássica Tutti Frutti, banda ‘clássica’ do rock nacional que teve Rita Lee (ex-Mutantes) como voz. Tocou clássicos de sua carreira que foram cantados pelo grande público. A banda pernambucana Mundo Livre S/A sobe ao palco com sua sempre energia e intensidade, fazendo um show de alto nível. Fred Zero Quatro comandando a levada do mangue beat que faz tremer o chão e vibrar o corpo nesta primeira noite do Palco Lunar.




                                (Tutti-Frutti)


                               
                                (Mundo Livre S/A)


Palco dos Guerreiros

Uma pausa para cervejinha e bate-papos, nos dirigimos para o Palco dos Guerreiros (que durante o dia é o Palco do Sol), e logo começa o espetáculo performático do Bloco da Laje. Curtimos, cantamos, dançamos, vibramos do começo ao fim, com as ‘incorporações’ e pontos para os Orixás e todas as liberdades possíveis que esta ‘trupe pagã e afro-brasileira’ de atores, atrizes, bufões, músicos e dançarinos/as possibilitaram. Um ‘manifesto’ político-cultural e artístico no palco. Arte e simbologias para apimentar o espírito, a vida o festival. Ainda no mesmo palco tocaram Machete Bomb e Kiai, bandas que não assisti, mas que renderam bons comentários de quem assistiu no dia seguinte. Encerramos nossa primeira noite no Saloon, confraternizando o momento, até o cansaço vencer e o descanso nos abraçar.



                               
                                (Bloco da Laje)


Sábado

Acordamos tarde. Um café e um momento meditativo. Bem acordados, ao trabalho! Muitos tiros (fotos), risos e conversas. O Psicodália é um lugar de convivência. Sim, como uma ‘comunidade’, onde as pessoas trocam ideias, conhecimentos, risos e se ajudam (na grande maioria dos casos, pelo menos).


(Palco do Lago)


Palco do Sol

Pela tarde, peguei um grande show. E a banda que eu não conhecia se chama: Orquestra Manancial da Alvorada de Florianópolis/SC. Um dos membros (como um maestro da banda), era de Xapecó e foi aluno do Mano, um grande amigo e colega professor e companheiro no Vertigem. Grande show! Musicalidade afinadíssima! Uma linguagem bem humorada e com crítica social. Elementos da soul music, jazz, MPB e música erudita em fusão e ebulição. Uma pausa para retomar as energias e refrescar o corpo com um chopezinho caprichado. E eis que sobe ao palco um mestre do blues nacional: Zé Pretim. Mais um belíssimo show, afinadíssimo. Blues e música popular. O blues man canta e toca sua guitarra com os dedos (sem palheta) magistralmente. Versões blues de clássicos como Asa Branca e músicas próprias fizeram do show um belo momento. O Psicodália faz um grande papel sócio-histórico e cultural, trazendo atrações como esta, de grandes artistas brasileiros desconhecidos de parte do público. Zé Pretim é blues, música brasileira. Zé Pretim é Brasil!





                                                                (Orquestra Manancial da Alvorada)




                                 (Zé Pretim)


Teatro

Depois do Zé Pretim, fomos assistir um espetáculo na tenda do teatro, que este ano foi uma tenda de circo. Espaço muito bem desenvolvido e dirigido pela querida Mayra e seu grupo de trabalho! Conhecemos, antes mesmo do espetáculo, Elton Meduna, o autor, ator e diretor da peça ‘Meros Mortais’ da Cia Pathos. Belíssimo espetáculo de cunho social que, pelo que pude perceber, é baseado num fato real externado ao público, a partir do assassinato do pai de Elton. Triste, porém poético, o espetáculo trouxe um profundo momento de reflexão em torno do nosso tempo atual e das violências que afetam a humanidade e o Brasil.




Depois do espetáculo teatral, iniciamos a noite com um role pela Rádio Kombi e suas divertidíssimas festas. Noite funk (soul) era a temática. Dançar um pouco, curtir a vibe e... alma pronta para a noite intensa que viria.



Palco Lunar

Abre a noite no Palco Lunar a banda Boogarins. Mais um belo show. Já conhecia a banda ao vivo quanto tocou no Morrostock 2016 (baita festival organizado pelo Paulo, batera da Bandinha Di Dá Dó), onde também tocamos com a Epopeia. Um show de psicodelia latente. Antes do show encontramos no rolê, o simpático baterista da Boogarins, com quem batemos um papo. Na sequência, um dos grandes nomes da música brasileira subiu ao palco, o Lô Borges, que foi parceiro de nomes como Milton Nascimento e Beto Guedes no Clube da Esquina, um grande clássico da nossa música. Lô Borges fez um show bom, porém, na minha opinião, um tanto ‘cansado’. Não se é esta a palavra, mas foi o que senti naquele momento. Mais pro final do show, tive uma emoção ao ouvir um clássico de que gosto muito: ‘Paisagem da janela’. Mais uma breve pausa e foi a vez da magnífica Bixiga 70. Um dos grandes shows do Psicodália 2018. Porrada sonora! Instrumental dos mais bem executados que já pude ouvir. Sensacional! Deu pra curtir, dançar e vibrar muito com a porrada sonora, proporcionada em grande parte pelo naipe de metais e percussões da Bixiga 70. Depois disso, um rolê, para um combustível.




                     
    (Boogarins)


















(Lô Borges)




















                                                                                                                           (Bixiga 70)


Palco dos Guerreiros

Não consegui ver/ouvir Consuelo, mas também ouvi muito bem falar dela. Cheguei ao palco e Mustache e os Apaches faziam seu show. Um belo show por sinal. Já havia visto um show da Mustache num festival, anos atrás, em Francisco Beltrão/PR. Folk, jazz, blues, com muita intensidade. Destaco, pessoalmente, a versão de ‘Os homens de preto’, música folclórica nativista gaúcha, gravada pelo conjunto Os Gaudérios (o qual tenho o vinil), executada com dignidade por Mustache e os Apaches. Encerrando a noite dos Guerreiros, a já ‘clássica’ no festival Apicultores Clandestinos. Rock Primitivo, algo de rockabilly e/ou psicobilly, punk Rock e hard core, ska e surf music, fizeram mais uma vez os Apicultores levantarem o público. Divertidíssimo e cheio de energia, para fechar mais uma noite nos palcos externos do Psicodália.




(Mustache e os Apaches)




                               (Apicultores Clandestinos)


Domingo

Oficinas

Acorda o dia em garoa. O sono persiste por mais algumas horas. Até que levanto e vou praticar um pouco de Tai Chi Chuan (estilo Yang) na oficina ministrada pelo sifu (professor) Mark, até que comecou a oficina de I Ching com o professor Miguel. Como praticante/estudante e professor de Kung Fu e Chi Kung, e taoista (filosoficamente falando), conhecimentos da cultura chinesa muito me dizem respeito. E a oficina de I Ching foi muito interessante. Aprendi coisas que, mesmo tendo certa noção da obra, não sabia. Inclusive, ler o I Ching com varetas. Agora preciso praticar para aprender bem. Enfim, uma boa oficina que rendeu boas discussões e reflexões.























Palco do Sol

Nutrir o corpo depois de ter nutrido o espírito e, algum tempo depois, o Palco do Sol abre com o show da Estrela Leminski e Téo Ruiz. Estrela é filha do grande poeta Paulo Leminski. A modo do pai, é uma artista da palavra. Escreve bem. Boas letras e composições musicais. Um show de boa musicalidade. O amigo Nicolas que também fotografa o Psicodália já faz alguns anos, tocou saxofone neste show (mandou bem, eim irmão?!). Um belo show, com boas reflexões e musicalidade. Aproveito a estiada e saio para um role. Fotografar o ‘cotidiano’ do festival é uma das coisas que mais gosto de fazer por lá. A tarde passa e a festa Noite Latina acontece em frente a Rádio Kombi. Dança e alegria. Um pouco de garoa. E segue a festa...
















(Estrela Leminski & Teo Ruiz)






















Teatro

Passava pela tenda circense do teatro e o Homem Banda se aprontava para seu espetáculo. Trata-se do gaiteiro e vocal da Bandinha Di Dá Dó. Sentei perto das crianças que enchiam de alegria o lugar e assisti o show inteiro. Chorei. Não de emoção ou tristeza, mas de alegria. Muito engraçado! O ápice foi quando o Homem Banda chamou duas crianças ao palco que acabaram sendo parte do espetáculo. Sem palavras para descrever tamanha diversão. Que o digam as crianças e os adultos que naquele momento, se misturavam aos risos e também eram crianças.





















(Homem Banda) e... 'Eéhh!'


Palco Lunar

Abrindo a noite no Palco Lunar, o grande Zé Ramalho mostrou porque é um mestre. Magnífico show! E o mundo desabando de água lá fora. Chuva intensa. Banda afinadíssima em grande musicalidade. Zé Ramalho cantando com seu vozeirão de sempre. Das mais populares às mais psicodélicas, um grande show. Talvez o show em que mais nos divertimos. O Vertigem todo junto, dançando, bebericando, cantando - e lendo poesias no meio do público nos momentos de intervalo. Demais! Mais pro fim do show, umas versões ‘Ramalhescas’ do mestre Raul Seixas fez todo o público cantar. Me emocionei por mais de uma vez, com a musicalidade e as letras de cunho poético-sociais de Zé Ramalho. Obrigado Zé!  Obrigado Amigos/as e companheiros/as de Vertigem! Obrigado Psicodália! E alguns encontros com velhos conhecidos, colegas de trabalho (imprensa, fotografia, etc.), artistas e afins, pessoas que somam-se ao espírito do festival.



                               (Zé Ramalho)























(Juliana Strassacapa, Francisco el hombre & Liza Bueno, Grupo Vertigem, banda Epopeia e imprensa)



(Ivan Santos, Herman Silvani e Adriane Perin: arte e imprensa reunidas na diversão e trabalho)



















(Ivan Santos, Liza Bueno, Adriane Perin e Taísa Rodrigues: arte e imprensa reunidas na diversão e trabalho II)


Um ar para respirar e sobe ao palco a já clássica no festival Confraria da Costa, com suas canções de pirata e outras destilações terrorífico-libertárias. Como sempre um belo show que fez o público dançar, pular, cantar, se encher de energia. Sempre a luz do show da Confraria é boa para fotografar, somado a performance e figurino, rende bons tiros.



















(Confraria da Costa)


Palco dos Guerreiros

Mudança de palco para mais um belo show: Pata de Elefante e seu instrumental visceral rico em timbres e dinâmica. Já é a 5ª ou 6ª vez que vejo um show do Pata. Sempre bom! Western, surf music com pitadas de blues e rockabilly, mais ou menos, referencia o som da Pata de Elefante. Bom demais!



                               (Pata de Elefante)


Segunda

Teatro

Dia do nosso espetáculo com o Grupo Vertigem de Ações Poéticas: ‘Barricadas Poéticas em dias incertos’. Acordamos perto das 9h para ver do palco e das necessidades para nossa apresentação. Cansados, depois votamos a dormir. Companheiros do Vertigem faziam o corre atrás do cenário. O dia passou entre fotos e conversas. Algum tempo antes da apresentação, a necessária concentração. Queríamos muito assistir o show da banda Som Nosso de Cada Dia, uma das minhas preferidas do rock brasileiro, onde tocou guitarra e cantou nesta empreitada, nosso amigo Marcelo Schevano (Patrulha do Espaço, Casa das Máquinas e Carro Bomba). Marcelo está produzindo o primeiro disco solo da Eliz Bueno, nossa vocal na banda Epopeia. Mas, devido ao choque de horários, não foi possível assistir ao Som Nosso. Depois encontramos o Marcelo e saímos dar umas voltas e beber umas cervejas pela fazenda. Também trocamos um dedo de prosa com a ‘seleção’ que compõe atualmente a banda Som Nosso: Pedrão, além do Schevano, acompanhado por membros da banda Terreno Baldio e Violeta de Outono. Imaginava que o show do Som Nosso seria mais tarde, pela noite, devido ao estilo musical e história da banda. Depois pensei que, talvez este horário realmente aponte certa ‘mudança’ de público do Psicodália, como ouço muitos dizerem (se bem que não vejo muito assim, mas, pode ter relação). Num passado não tão distante, mais bandas de rock psicodélico e progressivo tocavam no festival. Nos últimos anos, o festival trouxe mais a sonoridade ‘brasileira’ (o que também gosto muito e acho fundamental). Mas este é um assunto um tanto quanto complexo que podemos tratar, quem sabe, num outro momento. A questão é que fiquei me coçando para assistir tal espetáculo (o do Som Nosso de Cada Dia), mas, a arte nos chama para o palco...


















Produção de cenário do grupo Vertigem, com Maurício Sinski (foto: Isadora Stentzler)


Grupo Vertigem de Ações Poéticas: Barricadas Poéticas em dias incertos

Com intervenções poéticas pelo festival, leituras no Saloon, no restaurante, pelas ruas da fazenda e até no meio do público nos shows, as ‘ações poéticas’ foram acontecendo. E chegou a nossa hora. Com a integração da Mayra (responsável pelo teatro) e seu grupo de trabalho, montamos rapidinho o cenário e em alguns minutos iniciamos o espetáculo. De Rimbaud à Facção Central, passando por Hilda Hilst, Lira, J.G. de Araújo Jorge, Vange Leonel, Bukowski, Neruda, Mia Couto, etc., a poesia se fez, com música autoral e releituras, com vídeos e manifestações socioculturais destas linguagens integradas. Depois do espetáculo, alguns diretores/as, atores e atrizes, de outros espetáculos que nos assistiam, assim como público presente e membros da organização do festival e do teatro, vieram nos saudar pela apresentação. Alguns emocionados, como nós. O que nos faz acreditar que o espetáculo atingiu o coração, mente e espírito dos envolvidos. Só temos a agradecer ao público, aos trabalhadores/as envolvidos, ao festival e à Mayra que, carinhosamente apostou e somou nesta nossa empreitada poética. Muito obrigado!



           (Mano, do Grupo Vertigem de Ações Poéticas em intervenções pela Fazenda - no Saloon)











































                               (Grupo Vertigem de Ações Poéticas)  * fotos: Isadora Stentzler


Esperamos, sinceramente, que no próximo Psicodália, o Brasil tenha saído deste estado deplorável em que se encontra (no seu sentido político-ideológico, social e econômico), e que, por isso, o Vertigem possa voltar com novo espetáculo talvez, pelo menos, menos ‘duro’, mas não menos intenso e poético. No momento, fazemos parte desta ‘resistência’, junto ao Psicodália e seus vários artistas e trabalhadores/as que, como nós, pensa e pratica um mundo mais diverso e poético, onde cada um tenha o direito, a condição de ser e se expressar conforme sua necessidade. Enfim. Continuamos...

















Trabalhadoras e trabalhadores que fazem o Psicodália acontecer



Palco Lunar

Já era escuro lá fora quando saímos do teatro rumo ao acampamento. Depois de guardar cenário e instrumentos musicais, fomos até a frente da Rádio Kombi onde acontecia a festa Noite Balcan. Muita diversão e música do leste europeu. Em alguns instantes, já na frente do Palco Lunar, pegamos parte do show da Francisco, El Hombre. Mais uma vez, um emocionante (e emocionado) show, que botou o público pra cantar e dançar, deixando o recado da diversidade, como um manifesto, uma convocatória para aceitação das diferenças. Já vi uns 3 shows da banda pelo menos (entre Morrostock e Psicodália), e novamente, um belo show!



















(Francisco, El Hombre - com participação da banda Mulamba)


Role no Saloon. Tragos e estragos. Pizza dália (deliciosa!) para forrar o estômago. Aliás, este ano, a alimentação estava muito boa. Melhor do que todos os outros anos, principalmente o ‘prato feliz’. Bom demais! Enriqueceram no tempero. Preço acessível. Uma atração a mais para o festival. Pelo menos para eu, que como bem e tenho a comida como uma arte também. Algumas horas no Saloon, chovia. Dei uma escapada para ver um pouco pelo menos do show do Jorge Ben Jor. Confesso que não sou dos maiores fãs da sua obra (respeitadíssima!), mas, o tanto que vi/ouvi do show, posso dizer: que showzão, eim?! Bah! Altas vibrações. Grande musicalidade. O público vibrava a cada canção. Mas não pude ficar por muito tempo. Chovia demais e estava difícil entrar pra debaixo da lona, muita gente. Também não consegui entrar no espaço destinado a imprensa para fotografar. Mas, pude conferir um pouco deste belíssimo momento.



                                (Joge Ben Jor)


Voltei para o Saloon para mais algum tempo de confraternização entre amigos e companheiros/as do Vertigem. Até que fomos todos/as para o show da também ‘clássica’ no Psicodália Bandinha Di Dá Dó. Clown music. Um baita show! Com boas performances e muito humor. A Bandinha divertiu o grande público, como sempre. Ao final do show, o pertinente e contundente recado/manifesto do Paulo (baterista e organizador do Morrostock), contra a pressão dos ‘di bem’ (conservadores da região), polícia e do conselho tutelar sobre o público e o festival.





















                               (Bandinha Di Dá Dó)


Estado moralista e sua atuação hipócrita

Muito triste e indignante ver polícia e conselho tutelar questionando, com certa ignorância ou estupidez, as pessoas dentro da fazenda. Relatos com quem conversei, diziam que as abordagens tinham certo tom pejorativo, preconceituoso, discriminatório. Conselheiros tutelares escoltados pela PM, segundo relato, chegaram a tirar onda da ‘tenda da cura’, rindo-se e dizendo: ‘vão curar o que ali?’. Outros, relataram que os ‘moralistas’ provocavam: ‘você não acha impróprio, ou não tem vergonha de trazer seu filho num lugar como este’? Relatos também de revistas abusivas pelo lado de fora da fazenda. Ouvi falar de ‘constrangimento público’. É este o papel destas instituições? É este o nível das abordagens e do conhecimento delas? Não encontro outra palavra senão ignorância. Alguns preferirão estupidez, mediocridade. Olhem as fotos e verão o modo, a situação e lugar ‘terrível’ onde as crianças conviveram nestes dias. Um papel ridículo do Estado e suas instituições. A ‘operação’ poderia ser razoável se não fosse tão intransigente e os questionamentos tão medíocres. Penso que também seja reflexo do momento sinistro pelo qual passa o país, e que todos sabem (ou pelo menos deveriam saber). Mas o recado foi dado por tantos outros artistas que se manifestaram no festival. Nós do Vertigem, também deixamos nosso recado, nosso manifesto político e poético na história do Psicodália – e continuamos. E como bem disse o Paulo, é tempo de resistência. E a arte é um destes canais. Enfim. Resistimos! Contudo, nada que tire o brilho do Psicodália, que, além de arte, é um movimento de resistência frente a uma realidade muitas vezes absurda.

* Vejam só que absurdo, de como as crianças são 'mal tratadas, escravizadas e tristes' no Psicodália: 


























Dito e visto isso, frente a todo este ‘ataque’ às diversidades, encerro minhas impressões citando meu amigo bigodudo:

“O que não nos mata, nos torna mais fortes” (Nietzsche)

·         Impressões da terça-feira não foram possíveis pelo falto de voltarmos para o ‘velho oeste’ pela manhã, por motivos de trabalho. Queríamos muito ter visto Pedra Branca, Arrigo Barnabé, Tulipa Ruiz, Terra Celta y los hermanos uruguaios do Cuatro Pesos de Propina. Mas não deu. Então é isso. Até a próxima! Enfim. Não há fim... Continuamos...

Texto: Herman Silvani
Fotos: Liza Bueno & Herman Silvani


* Mais fotos:






















(Fabi do grupo Vertigem, Liza do grupo Vertigem e Epopeia, Jacir da banda Sopro Difuso e Jo da Cia Conta Causos)




























(Paulo da Bandinha Di Dá Dó e organizador do Morrostock e Herman do grupo Vertigem e Epopeia)






* continuam as fotos nos perfis pessoais de Herman e Liza no facebook...