quarta-feira, agosto 04, 2010
EPOPEIA no ESTÚDIO A!!
Estudio A é um programa musical-cultural veiculado pela Unochapecó que vai ao ar no canal 15 da net e/ou pela Uno Web tv na internet.
A banda xapecoense Epopeia gravou o programa e deu no que deu. Confiram a entrevista poética, ácida, sarcástica, anarquica, divertida e a performance da banda com suas canções e contravenções sonoras nos links abaixo:
Parte 1 - www.unochapeco.edu.br/unowebtv/play/banda-epopeia-01
Parte 2 - www.unochapeco.edu.br/unowebtv/play/banda-epopeia-02
Parte 3 - www.unochapeco.edu.br/unowebtv/play/banda-epopeia-03
...confiram e deixem seus recados.
Beijos, abraços, socos e pontapés!!
terça-feira, junho 29, 2010
quinta-feira, maio 20, 2010
Adeus ao BluesMan do Sul...
Morre mais um ícone do rock e blues do Sul do país. Trata-se de Bebeco Garcia, grande guitarrista (um dos melhores do Sul - e do país - no estilo rock-blues), fundador em meados dos anos de 1980 da banda Garotos da Rua. Bebeco costumava vir com freqüência a Xapecó, onde tocava cercado de amigos e admiradores. Grande parceiro da banda xapeconse Mister Magôo, Bebeco era um grande guitarrista (a moda antiga), mas que sempre conseguiu se atualizar no som que produzia. Uma perda insubstituível, como foi a de Ivo Rodrigues da banda Blindagem que também se foi à pouco tempo. A morte de Bebeco, até onde sei, foi devida a uma infecção hospitalar, neste dia 19. Dia 20 (hoje), foi (ou está sendo), enterrado em Porto Alegre, sua cidade, onde cresceu junto com seu estilo de tocar e suas bandas. Um roqueiro-bluseiro a menos nesses tempos de frivolidade, infelizmente. É minha gente, uma geração que embalou e criou estilos e mentalidades está se indo. Quem viveu ou pelo menos se influenciou, ou no mínimo ouviu essas criaturas do final dos anos 70 e início dos 80, adquiriu algo que não se encontra em qualquer lugar. Bebeco, assim como Ivo, deixou sua música e trajetória na história do rock e na memória daqueles que ainda ousam cantar aos solos elétricos e o que eles transmitem, vivendo o rock, dia a dia. Fica aí o registro e nossos sentimentos. “Viva Bebeco, em suas canções!”
Capa de um dos belos discos de Bebeco.
Herman G. Silvani (Niko).
quinta-feira, abril 29, 2010
EPOPEIA no LOST
Saudações!
- EPOPEIA ‘concorre’ (vejam na premiação) com outras muitas bandas de ‘rock autoral independente’ do Brasil, no concurso do site LOST...
- Amigos, fãs, admiradores e/ou apoiadores da banda, e mesmo os que ainda não nos conhecem ao vivo e a cores - ou em preto & branco,
- (estamos em: www.epopeiarock.blogspot.com e no myspace), e viemos pedir seu ‘voto’...
- Para votar é só acessar o link:
- http://www.lost.com.br/bandas/banda.php?bd=5!4910018261297105066329661
, depois se cadastrar e votar em uma das opções (de preferência a opção c., he he!):
a. “Meia Boca” = 0 pontos
b. “Tem Futuro” = 2 pontos
c. “Do cará***!!!” = 5 pontos
- Esta é só a primeira fase do ‘concurso’, e nisso, cada banda precisa da força de seu público e afins... enfim.
A EPOPEIA Agradece!!
sexta-feira, abril 09, 2010
Homenagem...
A Morte passa por perto...
Semana dura para os fãs, admiradores e entusiastas do rock – e para nós. Dois ícones morrem do mesmo mal, uma doença chamada: Câncer (meu signo!) – mas não fui eu, juro! Também sinto a morte por perto. Ela sempre está em volta. Além de personagens, ícones ou ídolos, amigos e sentimentos morrem, assim como no que se acredita e tudo mais que compõe esta vastidão que se chama mundo. Cada vez mais acredito que a vida é um jogo, recheado de interesses, mentiras e algumas coisas boas. O mais doloroso, não é a morte em si, física, material, mas sim o que fica. Sentimentos esfacelados! Mas vou me reter na parte histórica e cultural...
Malcolm McLaren, produtor/mentor de duas importantes bandas da história do rock e da música, morreu nesta quinta, do mesmo mal do mais próximo “ícone” Ivo Rodrigues, vocal da banda Blindagem. Duas mortes de duas importantes figuras, numa só pegada, e da mesma doença.
Malcom, Dolls & Pistols
Malcolm MacLaren foi fundador e empresário de duas das mais importantes bandas de meados dos anos 1970, a New York Dolls (1973: primeiro disco), e os Sex Pistols (1977: único disco). New York Dolls era uma banda norte americana de glam rock, garage pré-punk. Vestiam-se com roupas extravagantes e femininas, tipo ‘travéco’, tudo para zoar. Pelo menos é o que me consta. O fato é que o Dolls foi uma importante banda (além de ser muito boa e divertida, além de descarada e irônica), no seu tempo. Seu som respinga até os dias atuais, pois lida com o escracho, ironizando o lado ‘ordeiro-medíocre-hipócrita’ deste mundo velho sem porteira – e me desculpem os crentes no mundo mecanizado, mas a anarquia e o caos (leia-se teoria do caos), sempre prevalecem. Tudo potencializado depois pelos Sex Pistols. Sex Pistols, por sua vez, era uma banda inglesa que balançou o reino unido e sua indústria fonográfica, além da moda, da postura juvenil urbana e do modo de fazer e tocar música (neste caso, o rock). Uma das principais, e talvez a grande representante do que passou a se chamar ‘punk’ no mundo da música e da cultura pop, foi os Sex Pistols. Além da extravagância herdada de bandas como Stooges e New York Dolls, os Pistols conseguiram ser mais decadentes, anárquicos e ‘sem futuro’ do que qualquer outra banda. E quem disse que há futuro? ou que tem que haver um? Abaixo a moral! Faça você mesmo! entre outras frases gritadas no palco por Johnny Rotten, ao som violento da guitarra e bateria e as danças e posturas decadentes de Sid Vicious, a figura marcada do punk. Tudo isso, mexeu com as estruturas da indústria, e a importância do único disco dos Pistols o ‘Never Mind the Bolocks’ de 1977, é relativamente, guardadas as devidas proporções, a mesma de discos como ‘Sargent Pappers’ de 1967 dos Beatles e/ou o disco do Velvet Underground do mesmo ano (o da banana). Pistols passou pela Inglaterra (e pela terra), como um furacão, gerando novos rumos para a música da indústria e a moda, além do comportamento das novas gerações. Até o que se conhece hoje por Emo, tem elementos importantes do punk. MacLaren foi casado com a estilista que ‘criou’ o look punk, responsável direta pela moda do final dos anos 70 até meados dos 80, e que reflete até os dias atuais, Vivienne Westwood. O fato é que morre Malcolm McLaren aos 64 anos, importante figura da história do rock, da música, moda e comportamento modernos.
Ivo & Blindagem
Ivo Rodrigues era vocal e compositor da banda paranaense Blindagem. Blindagem é uma das bandas pioneiras da cena do rock paranaense. Formado no final dos anos 70, o grupo alcançou projeção nacional nos anos 80. O grande poeta curitibano Paulo Leminski teve grande influência na história do grupo. A parceria Leminski/Blindagem/Ivo, rendeu belas músicas para a banda. Conheci Blindagem em meados dos anos 90 com alguns amigos de Francisco Beltrão, no Paraná, quando na época íamos direto tocar naquelas terras (Saudades daquele tempo que não volta mais!). Na ocasião eu e a Liza ganhamos o primeiro disco da banda de um amigo que cantava numa banda punk de lá, o Pipoca. Aliás, nós também éramos uma banda punk que depois se transformou em rock. Blindagem e a voz de Ivo, sempre estiveram presentes no nosso aparelho de vinil. Além de ser trilha sonora de festas e viagens. Vimos um show da banda aqui em Xapecó, no final dos anos 90, quando Ivo ainda tinha aquele barrigão de cerveja. E ele, ao mesmo tempo que cantava, com aquele vozeirão, bebia algo destilado. Depois, tivemos o prazer de rever a banda no Psicodália de ano novo, aliás, um dos melhores shows de toda a história do evento. Emocionante! Ivo, já sem seu barrigão, mas com a garganta em dia, elevou os ouvintes cantando. Inesquecível! Aproximadamente 4.000 pessoas com o sentimento musical a flor da pele cantando junto. E essa foi a última imagem que tivemos deste ‘monstro’ do rock brasileiro. Sua voz ecoa... e como! Justamente é ela que fica, além da memória. Todos morreremos um dia, é certo, mas alguns ficarão, se não pelos atos, pelo que cantaram e representaram. E Ivo Rodrigues, é um caso destes. Morre aos 61 anos, Ivo Rodrigues, um dos ‘ícones’ do rock paranaense, do sul e do Brasil. Adeus ao grande cantor!
“Eu te mandava pra longe da terra / pra não te ver mais /
pra você eu inventava uma guerra / mas não sou capaz /
(...) Loba da Estepe, te espero... Minha alma é sua!”
Ivo Rodrigues
“Vidas são como folhas, que na chegada do outono, vão caindo uma a uma, sonoramente ou em silêncio.”
Herman G. Silvani ou Niko.
quinta-feira, março 25, 2010
segunda-feira, março 15, 2010
quinta-feira, março 04, 2010
Adelante...
À todos que votaram na Epopeia, neste 'concurso simbólico', gracias!!
http://www.valvularock.com.br/resultado.html
Valeu a iniciativa do site e o entrevero entre as bandas...
...a Epopeia continua!
http://www.valvularock.com.br/resultado.html
Valeu a iniciativa do site e o entrevero entre as bandas...
...a Epopeia continua!
segunda-feira, março 01, 2010
Semi-final do FEMIC - 18/03 no Ginásio Ivo Guizzard em Xanxerê!!
Saudações amigos, fãs, admiradores...
Convidamos todos para comparecer na Semi-Final do FEMIC 2010 que acontecerá nesta Quinta, 18/03, a partir das 20h, no Ginásio Municipal Ivo Guizzard em Xanxerê-SC.
Sua torcida é importante, pois faz parte na escolha e decisão dos jurados.
EPOPEIA defende a música "O QUE PENSO DE MIM" (composição: Herman G. Silvani).
Convidamos todos para comparecer na Semi-Final do FEMIC 2010 que acontecerá nesta Quinta, 18/03, a partir das 20h, no Ginásio Municipal Ivo Guizzard em Xanxerê-SC.
Sua torcida é importante, pois faz parte na escolha e decisão dos jurados.
EPOPEIA defende a música "O QUE PENSO DE MIM" (composição: Herman G. Silvani).
...venham torcer por nós!!

quarta-feira, fevereiro 24, 2010
VOTE JÁ! 1º Prêmio Válvula de Rock Catarinense!
ÚLTIMA SEMANA PRA VOTAR:
Chegamos a última semana de votação com empates técnicos em duas categorias e disputas acirradas em quase todas as demais... mas todas as bandas ainda estão no páreo! então, se você não votou ainda, não perde tempo! É agora ou nunca! VOTE até domingo, dia 28 de fevereiro e ajude a valorizar o rock catarinense!
ACESSE:
http://www.valvularock.com.br/premio
http://www.valvularock.com.br/premio
http://www.valvularock.com.br/premio
EPOPEIA na categoria: REVELAÇÃO!!
O RESULTADO SAI NO DIA 4 DE MARÇO NO NOVO SITE DO VÁLVULA ROCK!
TÁ DEFINIDO: NOVO SITE VÁLVULA ROCK NO AR DIA 1º DE MARÇO!
Os trabalhos no novo site do Válvula Rock estão em fase final de criação e programação e com orgulho anunciamos que ele será lançado oficialmente no dia 1º de março, na próxima segunda-feira, repleto de conteúdo fresquinho, novo layout, coberturas e afins!
Fiquem ligados:
http://www.valvularock.com.br
Válvula Rock: Levando o Rock Catarinense a Sério
segunda-feira, fevereiro 15, 2010
1º Prêmio Válvula de Rock Catarinense!
Já está valendo o 1º Prêmio Válvula de Rock Catarinense!
Uma premiação voltada apenas para bandas catarinenses, que vai eleger ‘os melhores’ de 2009 em oito categorias! Uma forma que o site Válvula Rock encontrou de valorizar o trabalho dos grupos que correram o ano inteiro atrás do seu espaço nas árduas estradas barriga-verdes. A votação é aberta ao público e é válido um voto por e-mail.
duas bandas chapecoenses estão no pareo:
Epopeia na categoria: Revelação!
Repolho nas categorias: banda do ano, melhor disco, melhor música.
Maiores informações e votação no site: www.valvularock.com.br/premio
· Contamos com o apoio dos amigos, fãs e afins!
Votem, votem, votem... e ajudem-nos a divulgar...
Gracias y adelante el rock!
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Agito com Balalau: Epopeia, rock e ar condicionado!
O projeto Start do SESC Chapecó reuniu fim de semana passado duas bandas de rock da cidade. Uma delas na sexta feira, a Ultraleve que eu não consegui ver e a segunda delas no sábado, a banda Epopéia que eu fui ver. As constatações são muitas e isso faz com que eu precise começar por algo. Sério???
Vamos começar pelo SESC. Já trabalhei no SESC (em 95) e as minhas reclamações sempre foram no sentido de utilizar melhor a estrutura disponível. Anos mais tarde percebe-se uma movimentação cultural via SESC que é sensacional. São pequenos eventos em quantidade intensa que privilegiam muitos dos setores culturais. Ou seja as reclamações ficaram para trás e a partir disso vem as propostas de parcerias. Reclamar é fácil, difícil é pensar em algo palpável e realizável. Hoje o SESC Chapecó nessa área de eventos é coordenado pela Camila e pelo Marcus Bonilla, duas pessoas extremamente receptivas em relação a novas idéias e projetos. Ou seja, além dos tradicionais projetos que o SESC nacional proporciona para todo o Brasil podemos pensar em eventos regionais.
No sentido do rock o espaço pode se transformar numa referencia, devido as casas noturnas não abrirem espaços para algo que seja cultural e invistam cada vez mais em aspectos que tragam dinheiro. Tudo bem as casas noturnas tem essa finalidade. É um negocio e o objetivo é ganhar dinheiro e blá blá blá… já disse isso um milhão de vezes. O que faz com que os movimentos artísticos tenham que ser criativos e mais do que isso buscar alternativas. Cansamos de nos gabar que participamos de um movimento de rock alternativo. Vamos mostrar essas alternativas a partir de criatividade. Ser alternativo na minha concepção é gerar alternativas. Dá mais trabalho, mas a recompensa (que não é financeira) é muito maior.
O espaço do SESC não é muito grande. Cabem cerca de 100 pessoas, mas tem ar condicionado e é de graça. Não pode beber e nem fumar. Ou seja um lugar ideal para promover algo mais interessante. Parece comentário de velho e até é. Mas ali podemos mostrar que o rock (ou qualquer outra manifestação artística) pode ser civilizado.
Vamos ao show, ou melhor fui ao show. E poderia nesse exato momento resumir o que eu vi com uma única palavra: emocionante. Pra mim que acompanha isso tudo desde muito tempo, é emocionante ver uma banda chegar num nível tão bacana em relação ao que fazem. Mais do que isso, a apresentação do Epopéia só comprova que se tiver estrutura bacana fica mais legal. É muito simples ter esse parâmetro. Olhe os show que o Epopéia (ou qualquer outra atração musical) faz na Efapi por exemplo e teremos um bom parâmetro comparativo.
Sobre o amadurecimento musical e conceitual do Epopéia, já venho comentando isso há um bom tempo. E esse amadurecimento ao meu ver vem da percepção de que o rock (estilo musical, estilo de vida ou rótulo blá blá blá) não é só a música em si. Ele pode agregar elementos e se transformar em arte. Sempre vai ser a força motriz e o objetivo é a musica, mas pode conter diversos outros elementos que incrementam tudo isso gerando novas perspectivas e sensações. As referencias estão ai para ser usadas. E nesse sentido as perspectivas são ilimitadas. O próprio Nico num determinado momento do show explicou que o show tem referencia de cinema, literatura, artes plásticas, fotografia… Tudo evolui num cenário propicio para evolução e proporciona para o publico (fãs, parentes e amigos) grandes apresentações. É perceptível isso. E esse talvez tenha sido o show mais legal que eu vi do Epopéia (em termos gerais com certeza). Tudo acontece de forma organizada nos bastidores, para que a explosão seja no palco e proporcione ao público possibilidades sensoriais. É o lado conceitual e estético agregando valor na apresentação. Foi isso que eu percebi no último sábado. Nesse sentido o rock adquire uma outra dimensão.
No repertorio canções da autoria da banda. Afinal era o lançamento do segundo ep (em Mo.vi.men.to) do grupo. Canções novas que apontam caminhos para um próximo ep e também os covers que se inserem como releituras no processo todo apontando as referencias musicais. E foram somente dois (num repertório de mais de dez músicas), “White Rabbit” do Jefferson Airplane e no bis “Formato Cereja” da banda nordestina Plástico Lunar.
A abertura do show foi muito bacana. Tudo começou com uma interferência de rádio, as cortinas fechadas e um filme sendo projetado nas cortinas. O filme em questão “Através do espelho” da trilogia do silêncio do Ingmar Bergman proporciona uma metáfora interessante se pensarmos que estamos falando de um show de rock. O filme preto e branco derretia enquanto a banda promovia sons e ruídos psicodélicos. A música funcionava como trilha sonora do filme, que ao serem abertas as cortinas, passava a figurar como parte de um cenário em movimento. Uma mistura interessante de propostas. Estava tudo ali para o deleite de todos aqueles que compartilham referencias. Desde os primeiros instantes, nos primeiros acordes era possível deduzir tudo. A formula sem fórmula, o rock anos setenta, a psicodelia, Alice no País das Maravilhas, Bergman e tudo mais que os seus olhos pudessem ver, ouvidos ouvir e a cabeça relacionar. Um cenário conceitual servido de base para uma apresentação musical regida por uma luz discreta e um som impecável. O som estava muito bom e isso proporciona certa tranqüilidade e segurança na banda que brinca num cenário minimamente pensado e construído para isso.
Parabéns ao SESC pela iniciativa de abrir esses espaços as atrações locais. Parabéns ao publico que compareceu mostrando que temos em nossa região pessoas interessadas em algo diferente. E parabéns ao Epopéia por nos proporcionar uma noite agradável de rock, sensações e ar condicionado.
http://acb2.wordpress.com/2010/02/11/epopeia-rock-e-ar-condicionado/
a Epopeia continua...
terça-feira, fevereiro 09, 2010
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Rock no Teatro
A banda chapecoense Epopeia lança ou relança (tratando-se desta banda, nunca se sabe, pois o inusitado sempre tem prioridade nos seus planos), seu mais recente disco, só que desta vez em um teatro. A convite do SESC, dentro do projeto ‘Enter 2010’, Epopeia fará um concerto de rock (ou seria desConcerto?), como aqueles que aconteciam com mais freqüência nos anos 60 e 70 pelos EUA, Inglaterra e outros países, inclusive no Brasil. É a ‘volta do rock ao teatro’.
O disco que a princípio leva o nome de: “em mo vi men to” (ou este não é o nome do disco? Na verdade, o ouvinte é quem decide), consiste em um ComPacto com 6 faixas, sendo uma introdução, 4 canções e uma instrumental. Feito de forma independente, o disco carrega parte do trabalho de uma das bandas mais expressivas da cidade de Chapecó e da região.
Nesta apresentação a banda tocará músicas dos dois discos que já possui, e algumas novas que já estão na fila de espera para serem gravadas. Uma apresentação, de certo modo conceitual, proliferando o rock contemporâneo produzido por aqui, com referencias garage, psicodélicas e progressivas. Compareçam ao teatro, desta vez, prestigiar o rock produzido em Chapecó.
O disco que a princípio leva o nome de: “em mo vi men to” (ou este não é o nome do disco? Na verdade, o ouvinte é quem decide), consiste em um ComPacto com 6 faixas, sendo uma introdução, 4 canções e uma instrumental. Feito de forma independente, o disco carrega parte do trabalho de uma das bandas mais expressivas da cidade de Chapecó e da região.
Nesta apresentação a banda tocará músicas dos dois discos que já possui, e algumas novas que já estão na fila de espera para serem gravadas. Uma apresentação, de certo modo conceitual, proliferando o rock contemporâneo produzido por aqui, com referencias garage, psicodélicas e progressivas. Compareçam ao teatro, desta vez, prestigiar o rock produzido em Chapecó.
*lançamento do cd: em mo vi men to
- sábado dia 06, à partir das 20h
- entrada franca
esperamos vocês lá!
Rodrigo PV
DC-Contracapa - Marcos Espíndola
Rádio Atlântida: Marquinhos Zadinello e Juliana Giongo
Diário do Iguaçu - Carol
SESC - Camila & Markus
Banda Ultraleve
e aos amigos!!
obrigado!!
DC-Contracapa - Marcos Espíndola
Rádio Atlântida: Marquinhos Zadinello e Juliana Giongo
Diário do Iguaçu - Carol
SESC - Camila & Markus
Banda Ultraleve
e aos amigos!!
obrigado!!
terça-feira, janeiro 12, 2010
Psicodália 2009-2010 (edição especial de ano novo)
Impressões e divagações... (por Herman ou Niko)
Saímos de Chapecó na quarta dia 30, por volta das 23:30h. Conversas, risos, tragos, dvd`s e som durante o percurso. Entre uma parada e outra para idas ao banheiro, algum café ou outro algo que sacie a fome ou vontade (no meu caso vicio), humanas. Já perto do destino, numa parada em um posto de gasolina, encontramos uma van que também seguia o mesmo rumo, e para minha surpresa, esta van levava uma das minhas bandas favoritas nacionais atualmente, a Plástico Lunar. Conversamos com o produtor da banda por um tempo - cara muito legal. Depois iríamos nos encontrar por diversas vezes na fazenda. Seguimos viagem, e por volta das 6:45 chegamos no Psicodalia. Feitos os procedimentos “legais”, estávamos todos dentro. Eu e a Liza havíamos nos inscrito para a imprensa, já que sempre fazemos fotos, textos e contatos, contribuindo de certo modo com o evento. Recebemos o “ok!” da organização, mas não sei o que houve, nosso nome não estava na lista da imprensa. Voltamos, do acampamento até a entrada do evento, conforme pedido de umas garotas da organização, por umas 3 vezes e nada. Na quarta, já havia perdido a paciência, cansado de correr e argumentar. Tudo tem limite, inclusive minha paciência (e olha que sou paciente, nisso, pelo menos). Tentamos encontrar a responsável, como sugerido pelas garotas da portaria, mas nada. Da terceira vez, levamos junto até o PV (Rodrigo), um amigo que foi conosco e que também se inscreveu na imprensa, pois tem site e tal, para comprovar que tínhamos um trabalho desenvolvido e que havíamos nos inscrito também, mas não foi o suficiente. Então desistimos. “Maldita burocracia”, aflige também o dito “universo independente”. Faltou, creio, um pouco de confiança e bom senso por parte de alguém ali. Apesar dos pesares, as fotos e textos estão aqui, e se não foram melhores, foi devido a um erro que não foi nosso, pois fizemos tudo como foi pedido. Então se o erro não foi nosso, não devíamos também ter sido os que correram atrás do conserto deste erro, não acham? Mas fazer o que, nem sempre a justiça prevalece (ou quase nunca).
Pensava que o local não seria tão bom quanto era em São Martinho, no vale, mas já na caminhada de reconhecimento (que tradicionalmente faço quando acampo), percebi quão grande e bonito era aquele lugar. No fim, achei melhor ainda do que quando era em São Martinho. Uma fazenda gigante, de um tal Evaristo. “Lugar do caralho!”. Encontramos uma boa sombra para montar o acampamento e montamos. Ao contrario dos acampamentos nomeados pela organização do evento, o nosso tinha um nome próprio, dado por nos mesmos. Portanto, quando alguém nos perguntava onde estávamos acampados, a resposta era: “la no Calça Rasgada”, o mais clandestino dos acampamentos – éramos os amotinados. Tínhamos ate uma bandeira própria e um líder messiânico (líder não sei do que, mas tínhamos), o “Otavio Conselheiro”, também conhecido – e só por nos - como “Transitions”.
Otávio Conselheiro (o Transitions) Os amotinados do 'Calça Rasgada' e o Poeta (Evaristo), o fazendeiro
Pontos positivos, vários. A começar pelo público, que sempre dá um show à parte, mostrando que a tolerância ao diferente constrói um mundo melhor e mais colorido. A organização também, melhora a cada festival. As bandas, o som, a alimentação, muito bons! Eu sempre digo, grande parte dos técnicos de som da minha cidade e parte das bandas, deveriam ir ao psicodalia para aprender algumas coisinhas essenciais. O festival tomou proporções grandes. Desta vez foram mais de 4000 pessoas reunidas em 5 dias de rock e boa convivência. Enfim... Elogiar não precisa muito, pois são nos erros e faltas que se aprende, e neste sentido, criticar é colaborar na construção.
Pontos negativos, apesar de poucos, existem (e creio que sempre existirão), mas também creio, que alguns podem ser saneados. No último dia, os banheiros se tornaram inutilizáveis, e quem precisou deles para as necessidades básicas, teve que procurar o mato. Outra coisa foi o problema das dálias (o dinheiro local – o que é algo muito interessante!), que se repete outra vez. No último dia, muitos comércios internos já não aceitavam as dálias, e outros ainda não as trocavam. Fazer o que então? Um furo aí, que gera certo incômodo, mas que pode ser consertado, para o bem de todos e de tudo. Acho também que deveria haver uma espécie de rodízio de bandas. Existem muitas bandas boas que gostariam de tocar em eventos deste porte, com esta estrutura e público sensacional. Seria uma oportunidade para outras bandas mostrarem seu trabalho e serem conhecidas, motivando a continuidade de seus projetos. Acho isso essencial no mundo independente. Nós mesmos já tentamos conseguir um espaço. Algumas até valem a repetição, mas seria interessante inovações neste sentido. Enfim...
Quinta, 31/12/09 - a virada!
Acampamento armado, “Calça Rasgada” ocupando espaços. Fomos até o “Palco do Sol”, o palco diurno e pouco menor do psicodália. De cara, a primeira banda que tivemos o imenso prazer de apreciar e curtir, foi a paulista Baratas Organolóides. E que banda! Essa eu não conhecia. Seu som me fez lembrar por instantes de uma das bandas que mais gosto atualmente, o Mars Volta. Algo de ritmos brasileiros, só que plugados, algo de jazz, certo peso no estilo King Crimson e Soft Machine. Um som garage-psicodélico mais contemporâneo, com muita energia e dissonâncias. Um batera com pegada e estilo, muito quebrado e com swing, baixo e guita entrosados e um outro guita (o de chapéu), muito bom, um dos grandes do festival. Boa presença de palco, bom vocal e belos trabalhos em coro dos vocais, cantando em três vozes, muito legal! Em suma, um dos destaques deste festival. Uma das bandas que mais gostei de ver e ouvir neste psico. Quebradeira do começo ao fim!
Caída à noite, sobe ao palco, desta vez ao “Palco do Pasto” (o palco noturno e maior, dito principal), uma das bandas que mais gosto do rock nacional no momento, e das mais esperadas por mim, a curitibana Sopro Difuso. E o que dizer desse show? Simplesmente espetacular! Um dos pontos altos do festival, só para começar a noite. A coisa estava emocionante, como sempre achei as apresentações da Sopro, só que desta vez com algumas novidades. Além das novas canções, muito boas por sinal, a presença de um guitarrista novo, o filho do Jacir (vocal e violão), que fez um belo solo ‘a la Floyd’ no show. O guri, deve ter no máximo 13 anos, e já manda muito bem na guitarra. De repente, eis que surge no palco uma belíssima negra que leva o nome de Michele Mara (de uma beleza dessas que não figuram em medíocres revistas de padronização estética) , dona de uma voz tão bela quanto sua presença, cantando junto à banda uma das minhas músicas prediletas da Sopro: “Sinal Fechado”. Deusolivre! Quase tive um treco. Coisa linda! Não tem nem como explicar o que foi aquilo. E o show continuou intenso e belo até o final. Sopro Difuso, tem letras muito boas, belas canções e o Érico e um dos melhores guitarristas do festival, que faz a guitarra chorar em solos ‘a la David Gilmour’ e arranjos muito bons, além de um grande flautista (belos arranjos também). E o que são os duetos de guitarra e flauta desta banda? Tudo muito bem casado com os vocais, baixo, bateria e o violão trabalhado de Jacir. Enfim... Sopro Difuso é vendaval!
Eliz (Epopeia) & Michele Mara
Depois foi a vez da banda nordestina, de Aracaju, Plástico Lunar, outra das mais esperadas por mim. Curtimos um monte esta banda (falo em nome da Epopeia), pelas musicas e por ter algo haver com o nosso som, tanto que fazemos uma releitura da musica “Formato Cereja”. A banda possui um dos grandes discos do rock independente nacional dos últimos anos, na minha opinião. Plástico Lunar é daquelas bandas que tem o que mostrar, fazendo um disco cheio onde todas as faixas são audíveis e tem a marca da banda. Uma banda com voz própria. Não sei se foi impressão minha, mas a banda estava menos à vontade do que o show que havia visto anteriormente no psico do carnaval. Apesar disso, foi um bom show. Belos arranjos, vocais, e músicas. Uma das bandas mais entrosadas e características do festival, que possui um belo disco recheado de grandes canções. Depois me encontrei por algumas vezes com a banda e seu produtor. Trocamos idéias, fotos e contatos. Os bichos são muito simples e legais. Espero ver a Plástico no próximo psicodália (ou antes ainda, se possível). Viva a Plástico Lunar!
Epopeia & Plástico Lunar (só faltou o Tuba), ao lado Transitions
O palco do Pasto deu um tempo para a virada de ano. A organização armou uma “ceia comunitária” para os presentes. Imaginem o que foi aproximadamente 4000 cabeças reunidas numa virada de ano de rock... ish! Fogos, tragos e abraços. Conhecidos e desconhecidos em abraços de saúde e feliz 2010, tudo muito divertido. Neste momento a falta de algumas pessoas que deveriam estar entre nós se sente mais (e a distancia e a saudade ampliam seus horizontes), assim como a presença de outras, que felizmente estão. E o mundo gira (literalmente), ainda bem! Eita trago! Depois do estouro das espumantes, das frutas, dos fogos, gritos e abraços, o espetáculo continua. Sobe ao palco a banda de “Clown Music” porto alegrense, Bandinha Di Dá Dó, para prosseguir a festa e fazer da virada algo maior ainda do que estava sendo. Já conhecia a banda do psico passado. E que festa! Que espetáculo! Canções e uma presença de palco pra lá de divertida da banda de palhaços. O povo todo cantando junto, dançando e tudo mais. Uma multidão dividindo alegria e espaço, pois “a felicidade so existe quando compartilhada” (leia-se Thoreau). Alegria e diversão. Novos desafios. Novas paixões... E o ano começa muito bem, obrigado!
Fim da empreitada, pelo menos para as bandas do “palco do Pasto”. E para fechar a noite, subiu ao palco a banda mineira de Belo Horizonte, Zé Trindade. Também já conhecia a banda do psico passado, que havia feito um dos melhores shows daquele evento. Desta vez, repetiram a dose. O show iniciou com algumas canções de viola caipira, como um blues de viola muito bom! E o show foi destruidor. Um dos grandes bateristas do festival, com um dos grandes baixistas e para concluir, um grande guitarrista, resumindo, o que chamam de “power trio”, o Zé Trindade realmente é. Muita competência, com uma presença de palco formidável. Uma porrada após a outra. Assim foi, novamente, uma das melhores apresentações do festival. Dá-lhe Zé!
Sexta, 01/01/2010
Depois da Fantástica virada de ano e boas-poucas horas de sono, e tudo mais, levantamos perto do meio dia: banheiro, almoço e palco. Chegamos no ‘palco do Sol’, para ver a banda curitibanda Trem Fantasma. Já conhecia a banda de outros psicodálias e de algum contato pela net. Subiram ao palco e deixaram sua marca, com uma pegada, belos timbres e riffs de guitarra ‘a la’ Cream, Slade e Allman Brothers. Destaque para o guita, que manda bem. Depois conversei com o cara, muito gente boa! Bela apresentação, como a do psicodália anterior, que mexeu com o público e fez jus ao que estava acontecendo na fazenda.
Passaram-se alguns minutos, e como também sou psicodélicamente humano, fui comprar uma gelada. Sentei na sombra de algumas árvores com o povo da ‘calsa rasgada’ para relaxar um pouco, até que começasse a próxima banda. A banda paulista Massahara subiu no palco, tocando seu hard rock setentista, com muito estilo e competência. Belos riffs e uma pegada hard para ninguém ficar alheio. O baixista estava um pouco ‘a pé’ de instrumentos (leia-se fotos abaixo). E o rock comeu solto.
Depois, voltamos as barracas, descansar, comer algo, banho, etc. Já estava escurecendo quando começou no ‘palco do Pasto’ a banda de Curitiba, do xará- guitarrista e vocal Hermann, Mesa Girante. A banda fez uma apresentação boa, como da outra vez que a vi. Gostamos, eu e a Liza, muito da música ‘Assombrações’, uma bela canção com pegada blues e um clima jazzístico soturno. A platéia correspondeu cantando junto algumas canções. Destaco as belas composições, os serenos e belos arranjos de guitarra do Hermann e os solos e arranjos de harmônica (o cara toca muito!). Depois, por algumas vezes encontrei o xará por lá com a vocal, sua companheira (a mina alcança um agudo que se confunde com o agudo do wah da guita, nossa!), sempre simpático e divertido, além de talentoso (também, com um nome desses, não poderia ser diferente, não é? Hehe!).
Em seguida subiu ao palco a banda, já ‘clássica’ também no festival, O Sebbo. A banda fez uma apresentação boa, com suas músicas cantadas pelo público e tudo mais. Mas algo havia mudado. Sim, Hermann (o xará), saiu da banda, sendo substituído por um guita, a altura, diga-se de passagem. O bicho toca bem também, só que com uma pegada pouco mais pesada. O batera é novo também, e entrou no lugar daquele que era um dos maiores bateras do festival. Mesmo não sendo fácil, o cara mandou bem. Mas, se dissesse que o batera anterior não fez falta, estaria mentindo. E senti falta também do vocal do Hermann, se bem que o tecladista canta e toca muito! Uma bela apresentação, diferente eu diria. Talvez a mudança tenha dado uma balançada na banda, mas O Sebbo, ganha muito com suas belas composições.
A próxima apresentação foi a da banda também curitibana Sopa. Já conhecia a banda dos outros psicodálias, e só posso dizer que suas apresentações são sempre boas. Uma banda que enche o palco com seus vários membros e instrumentos. Uma banda boa de se assistir, pois tem uma boa presença de palco, usa cores e a vocal é a melhor interprete feminina das bandas na minha opinião. Tem um vocal estridente, mas que combina com a proposta da banda e com ela mesma. O baterista é o Ivan (vocal-flauta do Confraria da Costa), e também canta. Uma das bandas mais competentes no palco. Baita show, outra vez.
Chegou a hora de uma das bandas mais esperadas do festival. Não por mim, confesso, a porto alegrense Pata de Elefante. Mas mudei de idéia durante o show. Os caras denotam, literalmente! Já conhecia a banda ao vivo. A primeira vez que a vi, foi em Passo Fundo/RS, no festival Armênios On Fire, há alguns anos. Depois, no psicodália passado, no carnaval. E os dois foram grandes shows. Não é por nada que é uma das bandas mais cultuadas do rock instrumental. Uma cozinha simples, mas de primeira, que deixa o guitarrista nas nuvens para tocar. E o bicho, o guita, toca. Toca demais! Uma grande apresentação que fez o público vibrar. E eu vibrei também! Nem fotos tirei, acabei esquecendo, acho... hehe! ‘Do cão!’
Depois da detonação do Pata, foi a vez de uma das bandas, também mais esperadas do festival, a curitibana Blindagem. Também já vi Blindagem uma vez aqui em Chapecó. E na época, tinha sido um belo show, só que com o Ivo Rodrigues (vocal), meio ‘malecho’. A banda tocou clássicos de sua carreira, como ‘Gaivota’, do primeiro disco, com um belo e longo solo de guitarra ‘a la’ Floyd. Tenho este disco em vinil. Conheci a banda em meados dos anos 90, quanto tocávamos em um festival em Francisco Beltrão/PR, e ganhei o disco de um amigo de uma antiga banda de lá. Músicas de outros discos, com ‘Dias Incertos’, foram tocadas e cantadas em coro pela multidão. Agora, o cume, o gozo, o ápice do festival, pelo menos para mim (e creio que para grande parte dos presentes), foi quando subiu novamente ao palco a belíssima Michele - que já havia cantado no show da Sopro Difuso - e sua voz magnífica, e cantou junto como o Ivo (outro grande vocal), e em coro com a multidão, o clássico dos Beatles, na versão de Joe Cocker, cantada na Woodstock em 1969: With A Little Help From My Friends. Só estando lá pra crer. Emocionante! Dois dos melhores vocais do festival cantando isso com todo o sentimento, ish! Minha boca salgada! E pra não deixar barato, na seqüência mandaram a música ‘Loba da Estepe’. Sem chance! Foi de perder a voz e o rumo. Mas o ‘espetáculo’ não havia terminado. O Ivo largou a voz para o ‘Pato’ Romero, um dos maiores bateristas de rock do Sul do país, que segurou a onda. Nisso, tocaram até alguns cover’s clássicos do rock mundial: Deep Purple, Led Zeppelin e Stepenwolf. E o bicho fez um solo de batera que, ‘sai de baixo!’ Em suma, um dos melhores shows que já vi no psicodália.
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Sábado, 02/01/2010:
No sábado, o rock começou cedo no ‘palco do Sol’. Eram aproximadamente 14h quando a banda de Londrina/PR Mescalha subiu ao palco. Sentamos na grama, como de costume, em frente a este palco diurno, para beber, conversar, fotografar e prestigiar a banda. Mas não deu para ficar sentados. Uma porrada após a outra. Que energia! A banda toca um rock setentista com um pegada garageira ‘a la’ MC5. ‘Do cão!’ Um grande batera, um grande baixista e um guitarrista muito virtuoso, somados a um vocal bom e que tem boa interpretação, dão a banda uma competência explosiva. Destaco o guitarrista que detona (um dos grandes do festival), e a presença de palco assombrosa da banda, o que fez o público vibrar. Show foda!
Depois da porrada sonora do Mescalha, tive que descer até a barraca. Necessidades básicas, compreendem? Demorei um pouco por lá e depois mais um pouco no banheiro e acabei perdendo o show da Cosmo Drah. Conheço a banda pela net. Só pude ouvir de longe um cover da banda setentista brasileira A Bolha, e de cara tive a impressão de ser a Cosmo Drah tocando.
N’um momento, passei a mão em um livro do Neruda que me acompanhava, um caderno de anotações e caneta e fui sentar perto do lago, para ler um pouco de poesia e tentar escrever algo. Não sai nada que prestasse. Mas ler Neruda foi bom! Precisava deste tempo com a solidão. Depois fui caminhar. Chegando próximo ao palco do Pasto, lá estava o palhaço-vocal e acordeonista da Bandinha Di Dá Dó, fazendo uma apresentação na grama, junto ao público que o cercava. O homem banda, acompanhado de seu cão, com seu acordeom, seus apitos e percussões acopladas pelo corpo (uma engenhoca que funciona, e muito bem!), fez sua apresentação festiva-participativa. Muito legal e divertido. Por alguns instantes, uma apresentação de rua, musical-teatral, fez risos crescerem. E entre aplausos e a participação do povo, o clown deu seu show.
Quando voltei para o palco, estava se preparando para tocar a banda O Conto. Vi parte do show. Gostei. Foi quase como o do carnaval. Belas músicas e arranjos do guitarrista e tecladista, que tocam muito bem e são criativos. Klaus, o batera, violão, trompete e flauta, é um dos organizadores do festival, e manda bem dentro da banda. A banda fez um bom show, onde a galera cantou junto parte do repertório já conhecido.
Caída a noite, no dia mais esperado por muitos, o dia dos Mutantes subirem ao palco. Nos arrumamos cedo, depois de um breve descanso nas barracas. Jantamos e fomos perto do ‘palco do Pasto’. A primeira banda a se apresentar foi a ‘clássica’ dentro do festival, de Itajaí/SC, Casa de Orates. Não vi direito o show, pois estava um pouco mais longe do que geralmente costumo ficar, que é bem próximo do palco. Mas pelo que vi/ouvi, posso dizer que a banda mantém certa competência. Casa de Orates é uma banda cênica, além de musical, e fez uma apresentação boa, como sempre. Já vi/ouvi 5 vezes a banda tocar, sendo uma em Chapecó e 4 no psicodália, e destes shows, pouco mudou um do outro. Fotografei, mas não salvei nenhuma foto (por causa da distância).
Na seqüência, seria a vez da banda Gato Preto. Mas houve algo que deixou a banda para depois dos Mutantes. Demorou um tanto e a banda mais esperada pela maioria, creio, Os Mutantes, subiu ao palco. Fiquei o mais próximo que pude, nomeio da multidão. O show, foi digamos, bom! Não gostei muito do repertório apresentado nem de alguns timbres de guitarra. Fora isso, o show foi bom. Destaque para o grande batera Dinho, que tocou muito! O show gira muito em torno do Sergio Dias. Mesmo não sendo para mim o show mais esperado do evento, nem o melhor, cantei junto ‘El Justiciero’, ‘Balada do Louco’, ‘A hora e a vez do cabelo crescer’ e ‘Jardim Elétrico’ (o ápice do show na minha opinião). Até fiquei surpreso quanto tocaram. Foram felizes na escolha das músicas do disco novo, pois tocaram umas 4, das melhores. Não gostei da versão pop de ‘Ando meio desligado’, e fiquei feliz ouvindo ‘Panis et Circenses’. Foi um show mais comportado, com alguns efeitos na guitarra do Sergio Dias. Vi um show dele n’um dos psicodálias já, e a coisa foi meio parecida. Senti falta dos moogs e sintetizadores, da Simone (percussionista), e principalmente do Arnaldo Baptista. N’um momento, parte da platéia gritou em coro: ARNALDO, ARNALDO!!! Foi um belo show, da banda mais importante do rock nacional, mesmo não sendo mais a mesma.
Depois dos Mutantes, foi a vez de outra banda ‘clássica’ do festival, a Gato Preto (opa!, ex-Gato Preto). A banda mudou o nome para Confraria da Costa, por alguns motivos que, por mais que foram explicados, acabei não compreendendo. Gostava do nome Gato Preto, do símbolo e tudo mais. Sou admirador confesso dos piratas e suas histórias ultramarinas. O certo é que o nome não interfere no som, e novamente o Gato... ops! desculpem! a Confraria da Costa fez um baita show. Os Mutantes, foi um show mais harmonizante, digamos, onde se cantou no meio de lágrimas e sussurros. Uma responsabilidade subir no palco depois dessa histórica banda. Mas, como canta o próprio Confraria: ‘Coisas piores acontecem no mar’. O caos voltou ao palco, para minha satisfação. Musicas embaladas pelo canto dos piratas, muito rum e suor. Dancei até não agüentar mais, bicando minha garrafa de seleta (cachaça mineira da boa!), cheguei a esquecer das fotos (hehe!). Cantei muito... ‘deveras p’ra caralho!’. Destaque para a presença de palco - uma das melhores de todo o festival - para o Abdul (grande batera!), o violinista (que figura!), o guita jazzístico, o Ivan nos vocais roucos de rum e sua flauta... ufa! Enfim, uma banda que oferece um clima anárquico ao público e local, e me faz lembrar de uma banda que gosto muito, a ‘Gogol Bordello’, além da alegria de estar compartilhando a felicidade com o outro. ‘Viva a Confraria da Costa!’
Para encerrar a noite, subiu ao palco a banda paranaense de Ponta Grossa, Cadillac Dinossauros, num belo show. Como das outras vezes, Cadillac mostrou muita competência e boa presença de palco no festival. Tocou musicas novas do novo disco, e me parece que está de baterista novo também. Uma grande apresentação para encerrar esta, que foi a última noite do festival, e de certo modo, entristecer o público, que no dia seguinte, iria embora. Cadillac Dinossauros fez sua parte, levando diversão e balanço para o público, que dançou e cantou e prestigiou o instrumental bem afinado da banda. Muito foda! Outra vez!
Depois disso tudo, ainda fomos, eu e a Liza, parar dentro do Saloon, um local fechado onde acontecia muita coisa. Música, trago, conversas, etc. ficamos por lá um tempo e quando o cansaço finalmente nos venceu, fomos p’ra barraca. Entramos no Saloon e estava escuro. Quando saímos, estava claro.
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