sexta-feira, outubro 19, 2012

Epopeia, o rock autoral-independente e o Contestado





De Ramones a Mile Davis.. do rock às violas caipiras dos caboclos do Contestado.. uma rica experiência... 




Epopeia e Vicente Telles, uma das personalidades da região do Contestado

 
convidados por Augusto Zeiser, como parte de seu projeto de jornalismo pela Unochapecó, para regravarmos 2 músicas do Grupo Nozes, a precursora 
banda de rock a gravar um disco independente na região (1978), fomos até a região do Contestado, no Estúdio/residência do compositor/cantor Gilmar Guerreiro, que ficou conhecido em Chapecó em meados dos anos 80 pela sua música 'Chimarrão espumoso', que por sua vez, foi censurada.. no fim, acabamos gravando também, como uma homenagem a essa personalidade da nossa música local, a canção 'Chimarrão', com a participação do próprio Guerreiro e amigos cantando.. além das músicas, foram registrados em áudio e vídeo toda a experiência.. fizemos versões e/ou releituras das duas músicas, respeitando suas essências mas trazendo-as para o contemporâneo, dando a nossa interpretação e voz para essas belas composições.. tivemos também a ilustre presença da personalidade e estudioso do Contestado, o Sr. Vicente Telles.. Tudo isso num só dia.. um belo momento histórico e sonoro, de encontro de gerações através da música autoral e independente de Chapecó e região.. a outra banda convidada para esse projeto, que, por sua vez gravou Tyto Livi, primeiro cantor a gravar um rock autoral na região, datado de 1977, foi a banda Repolho.. enfim.. em breve, material produzido circulando por aí..Epopeia em movimento!



Epopeia & amigos...Eliz, Júlio Farias e Sõnia Vivian Farias (descansando no carro) , Maninho, Bili Ficagna (Grupo Nozes), Gilmar Guerreiro e esposa, Vicente Telles, Emílio Guerreiro, Niko, Liza e Augusto Zeiser.

 

Repolho X Tyto Livi – Grupo Nozes X Epopeia

 
 



No último sábado (dia 13 de outubro) estivemos reunidos no estúdio do Gêre (guitarrista da banda Encruzilhada) com o mestre Tyto Livi para participar de um projeto no mínimo curioso e no máximo inusitado.
A proposta veio do acadêmico de jornalismo Augusto Zeizer que resolveu investigar o rock que se fazia na década de 70 e como ele, de uma forma ou outra, acabou influenciando algumas bandas da década de 90. Reuniu então, o Epopéia em torno do Grupo Nozes (Billy Ficagna) que em 1978 lançou o compacto duplo intitulado “Grupo Nozes” (baixe o compacto aqui: ?otn4ozqwg2t). Na sexta feira eles foram para Ponte Serrada onde reside e fica o estúdio do Gilmar Guerreiro (outro representante dessa geração anos 80 do rock oestino), e registraram três músicas.
Aqui em Chapecó fizemos o mesmo reunindo o Repolho e o Tyto Livi que em 1977 lançou o compacto duplo intitulado “Memórias de Um Certo Louco”. (Saiba mais aqui: tyto-livi-memorias-de-um-certo-louco)
O Demétrio não pode comparecer para gravação, mas Tyto assumiu a guitarra e vocais. Gravamos as 4 músicas do compacto e mais uma inédita intitulada “a Massa do Pão das Massas”. O resultado final, tem que esperar o projeto ser concluído e o então acadêmico ser aprovado.
Sempre citamos o Tyto Livi como referencia. Num primeiro momento em função do fato dele ter se aventurado num trabalho próprio, numa época que com certeza era muito mais difícil de fazer música independente. E segundo por que com o passar dos anos formos percebendo as semelhanças em termos de proposta musicais. Isso tudo se confirmou ao unirmos tudo no ultimo sábado, nos sentimos muito a vontade e a tarde se transformou num grande encontro onde compartilhamos as alegrias de se fazer música. Aproveitamos o fato de que as gravações em vídeo aconteceram num estúdio e registramos o áudio para posteridade. Não sei como ficou e nem o que vai ser feito com isso. Só sabemos que alguns trechos vão pro documentário. Valeu aí Eduardo pela ideia de juntar essa galera toda.
 

Arcenal sonoro da Epopeia

'
armados' como nunca! baixo Danelectro, bateria Odery e guitarra Feldberg (luthier) tele caster..




terça-feira, outubro 02, 2012

Epopeia ao vivo no Grito Rock Chapecó, 2012..



Música "Loucura verdadeira".. trecho instrumental.. experimentalismo, psicodelia, improviso, fusion/jazz & afins... 
imagens de Augusto Zeiser..


http://www.youtube.com/watch?v=IeXLP0e81Gs&feature=share&list=UUi3RnbD4dCxmPo4ISzEWP-Q 

em breve, novidades.. novos projetos.. registros.. som e imagem.. 

segunda-feira, agosto 06, 2012

EPOPEIA no Estúdio A

'A banda chapecoense Epopeia traz sua sonoridade psicodélica-garageira e a poética caótica ao Estúdio A Live!' (em 3 partes)

* (músicas novas):






















                                         





sexta-feira, julho 13, 2012

desConcertando o habitual...


Rock nosso de cada dia...



















Esse Tal De Roque Enrow!

“É um menino tão sabido Doutor!.. Ele quer modificar o mundo.. Esse tal de: Roque Enrow!.. Quem é ele? Esse tal de Roque Enrow! Uma mosca, um mistério.. Uma moda que passou .. Ele! Quem é ele? Isso ninguém nunca falou!... Eu procuro estar por dentro Doutor! Dessa nova geração... Quem é ele? Esse tal de Roque Enrow! Um planeta, um deserto.. Uma bomba que estourou.. Ele! Quem é ele? Isso ninguém nunca falou!.. Desconfio que não há mais cura prá esse tal de: Roque Enrow!...”

(Rita Lee – Tutti Frutti)

Começamos o ‘papo’ aqui com a questão levantada nesse trecho de música da banda Tutti Frutti, da ‘mutante’ Rita Lee, uma das roqueiras mais ouvida e respeitada do Brasil. A partir disso, uma problemática...


Rock & o problema do conceito:

A princípio como é comumente concebido, rock é um estilo musical. Alguns defendem a posição que o rock é um “estilo musical jovem”, nada mais que isso. Outros dizem que o rock é um “movimento musical” ou um “fenômeno artístico cultural” que comporta uma atitude, um comportamento com suas características próprias. Há também os que reduzem o rock a um descartável produto de consumo, a uma simples moda passageira. Para o historiador Paulo Chacon rock é um fenômeno complexo, polimorfo, que varia muito no tempo e espaço. Devido as divergências em torno deste conceito, percebemos que existem complicações em considerar a existência de uma única e linear visão sobre o rock.

Basicamente o rock é um termo derivado do rock and roll (como um resumo da palavra), possuindo conotações múltiplas: rocha, balanço, embalo, diversão, dança, sexo. Seu significado remete a algo “rígido, selvagem, radical, audacioso” (pelo menos é o que se percebe ao assistir alguns filmes norte americanos em que o termo aparece empregado como uma gíria). O rock’n’roll nasceu em meados dos anos 1950 nos Estados Unidos do casamento entre o rhythm & blues com o country & western, e foi datado a partir da “revolução sonora” desencadeada por artistas “músicos jovens” da época. Elvis Presley, Chuck Berry, Bill Haley e Little Richard figuram entre os principais artistas que iniciaram este “movimento musical”. Dum ponto de vista dialético podemos dizer que o rock’n’roll é “(...) uma vigorosa e expressiva síntese de música branca e música negra". (PEREIRA, 1988, p. 44).


Tendências e variações...

O rock desencadeou novas “tendências musicais” vindas de sua complexidade, ou seja, novos “estilos de rock” como o rock progressivo, o hard rock, o punk rock, o heavy metal, etc[1]. Essas “tendências do rock” por sua vez alimentaram outras possibilidades, inspirando novos estilos.
Do ponto de vista histórico e sócio-cultural, o rock  representou o fortalecimento de um ideário juvenil, com uma política de valores e intenções próprias, onde o jovem via em si mesmo, e através de seus ídolos, uma possibilidade real de ser agente de sua própria história.

A trajetória histórica do rock  inicia quando o negro escravo trazido da África passa a expressar suas dores, suas saudades de casa nas plantações de algodão da América do Norte através das canções-de-trabalho, passando depois aos cânticos religiosos - uma resistência à cultura hostil em que se encontrara. É daí que nasce o blues, um ritmo que se alterna entre o lamento negro de ser escravo dentro de uma cultura estranha, às confraternizações festivas de influência branca.


Rock, um Grito!














Segundo o pesquisador Roberto Muggiati: “(...) o rock nasceu de um grito, o primeiro grito do escravo negro ao pisar em sua nova terra, a América. Esses berros de estranha entonação eram atividade expressiva comum entre os nativos da África Ocidental”.

Esse grito depois, passou a sair dos instrumentos musicais, em forma de nota musical. Certa distorção, certo ‘peso’ e/ou estridência, caracterizam esse grito, essa nota musical. O rock não é ‘limpo’, no sentido de ser algo que busque uma ‘pureza’ sonora. Nenhum rock vem só. Ele sempre está acompanhado de certa postura, certa atitude. Ao vermos o filme ‘A escola de rock’, percebemos esse grito, essa forma de expressar, sentir, fazer e estar no mundo. O rock também é uma linguagem, onde o grito de cada um ecoa e se mistura a outros que vão dar num grito maior e em conjunto, como numa banda de rock quando sobe ao palco. As individualidades são respeitadas, pois cada um sente diferente e tem algo a dizer através da sua música, do seu som, do seu grito. E a soma desses elementos se faz em um grito só. Nisso, o rock (e não o grito), nasceu plugado, eletrificado. E essa eletricidade carrega nos seus fios condutores o grito do qual tratamos aqui: “A música rock é como se fosse uma corrente elétrica que percorre o espaço e contata indivíduos. Depois disso, eles não são mais os mesmos. Porta de acesso ao estilo e daí ao movimento, à tribo, aos ícones, ao modo de vida”. (DRUMMOND, 1998, p.104).

Alguns reducionistas e/ou deterministas, fazem questão de fugir das problematizações, ou por não darem importância pra isso, ou por estarem na carência de leitura, análises, compreensões e/ou conhecimentos sobre o tema. Muitas vezes fazem do rock um lugar comum, um simples motivo para alimentar seus egos e despejar suas frustrações, além de se imporem. O rock, muitas vezes também é tido como uma espécie de religião pelos mais sectários que não abrem mão de crer numa possível hierarquia musical, dado aos seus sentimentos de intolerância. Mas ao contrário do que alguns pensam, é uma minoria em seu gueto que age e pensa assim.

Devido aos poucos debatedores ‘sérios’ do assunto, e ao pouco caso que alguns ditos ‘roqueiros’ fazem desse ‘fenômeno’ sócio-cultural, o rock, muitas vezes é vítima de um simplismo medíocre e absoluto. As afirmações ‘bambas’ em torno no termo acabam reproduzindo pré-conceitos ignóbeis, vigentes na ordem social. Mas os que pensam o rock, discutem, problematizam, tocam com sinceridade, produzem, compõem com certa autenticidade, fazem a diferença e mantém o rock vivo nas suas complexidades.

Nisso, estamos com o conceito do historiador Paulo Chacon: “O rock é muito mais do que um tipo de música: ele se tornou uma maneira de ser, uma ótica da realidade, uma forma de comportamento”.


·         Trechos e citações da pesquisa em História de Herman G. Silvani sobre o rock e os aspectos em torno dele, com ênfase ao rock chapecoense.



Mas me diga... E a situação do rock xapecoense, como está mesmo?

Novamente, reitero o que já disse o ano passado nesta mesma data se não me engano. O rock xapecoense vai muito bem, obrigado! Bandas brotando dos ‘4 cantos’ da cidade. Melhor de tudo, compondo. Outras, já mais, digamos, ‘adiantadas’ no ‘processo’, devido ao tempo de existência e ao empenho e certo ‘polimento’ artístico-musical, apresentando-se de forma muito ‘profissional’, algumas com certa ‘voz’, ‘personalidade’, linguagem. Eventos e espaços destinados ao rock e suas variantes se conquistam, abrem e se constroem de tempo em tempo. Na real, quem é mais velho na coisa sabe que sempre foi assim, desde que os ‘pioneiros’ Tyto Livi e Grupo Nozes, ousaram em gravar seus discos, ainda na década de 1970 em Xapecó, bandas e espaços de rock na cidade surgiram e desapareceram. Vieram outras e outras mais, e hoje estamos aí, com diversidade e bandas muito boas com um material consistente para apresentar. Enfim... o rock está vivo e respira novamente sem aparelhos... Agora vamos aproveitar, encerrando por aqui e cair no rock. Hoje é comemorado o ‘Dia Mundial do Rock’, e o aniversário de 11 anos da Epopeia. Os eventos estão acontecendo e amanhã somos nós. Vamos nessa!


·         Agradecemos a todas as bandas da cidade e região que insistem nas suas produções, aos amigos-companheiros Fernando Sbeghen (Maninho – nosso batera) e Zé Boita do Estúdio A (UnoWebTV), ao amigo Gnomo da rádio web Alternativo Rock, as casas de shows, que dá sua forma, caminham junto ao rock xapecoense: ACM Rider, The Wall Rock Bar, Dalla Microcervejaria, Premier Bier, Bar do Manga, e outros espaços do rock por aqui...

Let’s Rock!






















 
El rock de los adioses 

Con las guitarras de Wichi Nogueras
y Ramón Fernández Larrea

Y todos estos hombres que bailan
¿Van a morir? ¡Yeah!
Y los bárbaros que no llegan
Al poema del griego, ¿van a morir? ¡Oh, yeah!
Y el pájaro azul que me despierta
De la horrible pesadilla
En la que chapaleo ¿recubierto de lodo? ¡Yeah, yeah!
¿Y los niños, por Dios,
Los niños que vuelcan el cesto de sus voces
En medio de nuestra estúpida historia?
¡Sí, nena!
Y la luna rasurada y palmoteada con lavanda
Y la muchacha loca como los pájaros
Y los ríos donde la muerte se baña una y tres veces
Y las idiotas mañanitas de Dios
Y todos los poetas los engolados los puros
Los amorosos los solemnes y los piojosos
Todos los arrogantes y soberbios poetas
¿Van a morir? ¡Yeah! ¡Tres veces yeah!

Juan Manuel Roca
(poeta Colombiano)


·         Em memória de Fabrício Tubin (o grande Tuba!)


13/07/2012



quarta-feira, julho 04, 2012

Rock for Friends com Epopeia & ST JOker!

http://www.facebook.com/events/430927240281097/



Ingressos antecipados a R$10,00 com os integrantes das duas

bandas e no Bar da DULCE!

Obs.: não deixe para última hora, os ingressos são limitados...

Quer reservar seu ingresso ou comprar? Levamos até você:

• Epopeia: 9975.0881(Niko & Liza) – 9929.1133 (Fernando) – 9977.4014 (Eliz)

• St. Joker: 9911.0497 (Marko) - 8802.1180 (Bruno) - 9918.2832 (Cassiano) - 8805.2985 - Fabio 8805.2985


Conheça as bandas:


St. Jokerhttp://www.purevolume.com/stjoker

&

Epopeiahttp://bandaepopeia.tnb.art.br/

quinta-feira, junho 28, 2012

Apresentação-palestra-oficina-diálogo-debate...

I FESTIVAL DE INVERNO DA UFFS
Campus Chapecó – Centro


Oficina-diálogo:


“O rock autoral-independente a partir da produção local:
história e aspectos em torno dessa manifestação cultural”


Com o professor, compositor-guitarrista da banda Epopeia Herman G. Silvani




Áreas temáticas: Juventude, Comportamento, Indústria Cultural, Produção.


Local: Auditório Bom Pastor
Dia: 28/06 (Quinta-Feira), 19h.

Entrada Franca.


terça-feira, junho 26, 2012

Mover-se é estar vivo!

...

novidades em torno da GRANDE movimentação artística-cultural que se propaga pelo 'velho oeste', relacionada a produção autoral independente (é o caso da música - do rock, como exemplo), surgirão.. projetos acontecendo, bandas produzindo (além de música, vídeos, discos, eventos...), espaços sendo 'conquistados', etc.

é a iniciativa da galera, dos 'agentes' e 'agitadores' artísticos e culturais que estão fazendo a coisa acontecer em Xapecó e região: bandas, público, apoiadores.. independente de 'acordos' com qualquer tipo de poder instituido (muito menos com a 'providência divina').. é bem mais simples do que isso.. hoje, talvez mais do que nunca, o terreno está fértil para 'o alternativo', graças a essa 'interação', essa troca, enfim.. 

enquanto alguns, tomados por dores de cotovelo e frustrações, mediocremente manifestam-se ou lamuriam toda sua mesquinharia pelos cantos, escolhendo a 'acomodação' das instituições e/ou o mero discurso para justificarem suas 'críticas' ('dores' - no caso), outros, com força, audácia e criatividade, movimentam - para além da reprodução.. (leia-se 'movimento' aqui, como ação, para além da questão grupal).. 

isso está sendo escrito no tempo, de uma forma ou de outra, e, certamente (segundo o movimento dialógico-dialético e/ou a teoria do Caos), vai dar em algum lugar & gerar.. o movimento em si, já é um campo que gera possibilidades, destruindo o determinismo, o reducionismo e a massificação...



Herman ou Niko.


quarta-feira, maio 30, 2012

Conceitual...



Trecho de entrevista concedida à revista ‘Contexto Musical’ por Herman G. Silvani, o Niko, compositor e guitarrista da banda Epopeia:

 *   Ao ouvir Epopeia não dá pra não lembrar do rock progressivo, além do psicodélico e de um rock mais garage, também do que se faz atualmente no rock, por assim dizer. Mas, então, se existe, qual é a relação da banda Epopeia com o rock progressivo?

HGS. Às vezes nos confundem, ou relacionam a banda com o rock progressivo, o que não é de todo errado. Mas o fato é que, principalmente, a gente gosta de tocar, de experimentar. Nos divertimos ao tocar, essa troca de energia entre nós, seja no quarto de ensaio quanto no palco, entre a banda em si e a banda com o público. E há um atao de sinceridade nisso. Sendo assim, é evidente que as divagações sonoras em torno de certo experimentalismo surte efeito, o que acaba indo para as músicas na hora de compor. Referente a comparação que fazem do som da banda com o rock progressivo, não nos vemos dentro desse ‘estilo’. Mas isso não significa que não temos certa influência, nem que negamos isso. Mas... digamos que Epopeia é uma banda que não perdeu ou abandonou a ‘dinâmica’. Não aderimos à economia musical ou a minimalização das possibilidades, essa característica forte do mercado e da arte ou cultura submetidas a ele. Bebemos de muita coisa. Além da música, a literatura, poesia, cinema, fotografia, filosofia, artes plásticas e visuais, etc. Gostamos do Caos, da diversidade, e isso acaba refletindo na hora de compor e produzir. Epopeia é uma banda ‘estética’, sonoramente e visualmente falando. Não seguimos tendências, mas estamos sempre atentos a elas e aquilo que elas podem nos oferecer de bom, nem somos adeptos das ‘facilitações’. Gostamos de ‘trabalhar’ neste caso. Talvez, e muito provavelmente, Epopeia está, no mínimo, entre as bandas mais dinâmicas da cidade e região. Temos uma boa abrangência por isso. Bebemos de vários períodos do rock e da música no geral, o que nos faz ter também um ‘público’ ou fãs e admiradores do nosso trabalho, bem diversificado. Desde a garotada da geração mais nova (entre 12 e 15 anos), passando pela juventude dos 15 aos 30 anos aproximadamente, e adentrando no mundo adulto dos 30 pra cima. Talvez, isso se dê ao fato de termos essa ‘dinâmica’ no som, essa linguagem mais universal nas nossas músicas. Não nos vemos como simplesmente uma banda de rock a subir num palco e tocar músicas que agradem e façam dançar o público. Prezamos por certa atitude, certa postura, e isso também faz parte dessa ‘dinâmica’. Bebemos do punk ao progressivo, passando principalmente pelo acid/psicodélico, pelo garage rock, e até algo de música latina, jazz e soul music. E se for necessário alguma localização para referenciar o ‘estilo’ musical da banda, estamos mais próximos ao que podemos chamar de ‘rock contemporâneo psicodélico’, devido a nossa liberdade de experimentação mesmo.



A força do rock xapecoense autoral-independente e seus agentes

Final de semana passado tivemos uma cidade cheia de rock e afins. Na sexta, tudo iniciou para nós, com um espetáculo de Jazz no teatro do SESC. Banda xapecoense com composições próprias. Isso mesmo, Jazz da casa. E que Jazz! Putaqueopariu! Logo mais a noite, o rock rolou com a banda St. Joker no The Wall, casa cheia e uma bela festa. A banda muito bem afinada e com músicas porrada! Tirou a galera do chão, literalmente! E sem precisar apelar para o chavão: ‘Sai do chão!’. Ainda na sexta, a banda Dazantigas tocou no Premier Bier com a banda gaúcha Tenente Cascavel, uma união de alguns membros das ‘clássicas’ TNT e Cascaveletes. Ouvi dizer que a festa também foi boa. Já no sábado, tivemos a banda curitibana Mordida, num belíssimo show no teatro do SESC pelo projeto Unocultural. A banda desfilou suas canções compostas em anos de estrada e outras do mais recente disco. Uma ‘fabricação’ de belos timbres e arranjos eletrônicos muito bons. A Mordida é um trio, composta por nada a mais nada a menos do que Paulo de Nadal, também conhecido por essas paragens como Girino, primeiro baixista da banda Repolho. Paulo também já foi conhecido por aqui como Paulo Baruio, quando tocava em bandas punks da cidade. Algumas delas foram a épica banda de hard core Atta Sexdence, Chimia e Orelha de Pau, se não me equivoco. Portanto, Paulo tem história de rock aqui na cidade, desde os finais dos anos 80 pelo menos. Outro componente da banda é o baterista Ivan Rodrigues, filho do grande vocal falecido a pouco tempo da banda paranaense Blindagem - trata-se de Ivo Rodrigues. E com um baixista que manda muito bem, a Mordida mostrou para que veio. Ainda no sábado, fizemos uma parceria com a banda xapecoense que agora está estabelecida em Curitiba também, os Red Tomatoes, e fizemos a festa com Tomatoes e Epopeia no The Wall. Casa cheia mais uma vez e uma bela festa. Red Tomatoes iniciou em meados dos anos 90 aqui em Xapecó. Lembro muito bem quando dividíamos o palco. Na época, tínhamos a banda X-Meleka, um trio punk-ska-hc, que contava com Wlady no baixo, eu nos vocais e guitarra e Giva na bateria, hoje baterista dos Tomatoes. A banda conta com a dupla Michel no baixo e Silvio na guitarra e vocal, da formação ‘original’ dos Tomatoes. O outro guitarrista, tecladista e vocal da banda é o Fernando de Nadal, irmão do Paulo (Mordida). Esse intercâmbio entre bandas de cidades diferentes proporciona uma troca de experiêcias muito interessante. Daqui uns dias é nossa vez de pegar a estrada até Curitiba para tocar, e quem sabe, dar uma esticada até São Paulo. Bem, são planos futuros que ainda estão sendo desenhados. Por enquanto temos outros compromissos por aqui, além das produções e projetos em vista. Ainda na noite de rock no The Wall, a gurizada da rádio online ‘rock alternativo’ aqui mesmo de Xapecó, entrevistou com muita informalidade e certo bom humor pessoas chaves que movimentam a cena independente da cidade. Roberto Panarotto (Repolho), Faccio (Variantes), Paulo Cruz (Ultraleve), Ivan Rodrigues (Mordida). Até eu deixei minhas impressões no gravador do Manga e do Leandro Rossetto, vulto Gnomo. Tudo isso somando para o fortalecimento de uma cena que, meses atrás, parecia estar enterrada. Mas não, o rock xapecoense autoral e independente volta com energia, boas bandas, composições e produções. Eventos de rock estão acontecendo por toda a cidade. Este ano a coisa está funcionando muito bem. Foi o Grito Rock com o Entrevero e bandas afins, um sucesso de público e troca cultural entre as bandas e participantes, todas autorais e independentes, as noites no The Wall, o projeto Rock for friends no Premier, onde Epopeia tocou pela primeira vez a poucos dias, divdindo o palco com a Marujo Cogumelo de Xanxerê, e foi incrível – onde o público vibrou mais nas nossas músicas do que nas releituras ou versões que fizemos de outras bandas. A continuidade do projeto Unocultural em parceria com o SESC Chapecó, o programa Estudio A da Unochapecó, a rádio Alternativo Rock, entre outras iniciativas e espaços.


















Epopeia no Rock for Friends - Premier Bier

No domingo os Red Tomatoes tocaram no teatro do SESC  pela Unocultural também. Eu, a Ina Neckel, diretora do GTEU (grupo de teatro da Unochapecó) e a Liza, produzimos o palco do show dos Tomatoes no SESC. Uma experiência nova para mim, já que só havia produzido nosso próprio palco das apresentações anteriores naquele teatro. E posso lhes dizer, dá um puta trabalho! Mas é gratificante, quando você vê que a coisa surtiu algum efeito. A Ina fez a luz e nós bolamos os elementos que criariam o aspecto visual do show. E que belo show, diga-se de passagem. Os Tomatoes mandaram muito bem. Particularmente, foi o show que mais gostei deles até hoje. O projeto Unocultural continua por 2012 adentro, nos trazendo boas atrações. Os espaços do rock nas casas de shows da cidade também continuam. Projetos de discos e video-clipes das bandas independentes estão sendo gravados, assim como pesquisas acadêmicas e produções em torno das bandas estão acontecendo. Festivais acontecendo pela região oeste. E o rock xapecoense vivo como sempre esteve, desde os tempos de Tito Livy e do Grupo Nozes - de meados dos anos 70 até hoje.



















Epopeia no The Wall rock bar


Isso tudo me fez lembrar de algo que já havia esquecido, quando um tempo atrás alguém se arriscou a falar/escrever sobre ‘a situação do rock chapecoense’ – até aí, tudo bem – porém, pretenciosamente, criticando de forma mesquinha algumas bandas e o projeto Entrevero de Rock e seus agentes, sem as devidas análises e considerações, talvez pela falta de compreensão do todo e falta de conhecimento do que tratava. Entrei no ‘debate’ na tentativa de problematizar um pouco a questão, já que esta estava limitada ao simplismo reducionista de um discurso, no mínimo, infundado. Por falta de argumentos relevantes e pela incapacidade de discutir a nível das idéias e do conhecimento, acabei virando ‘alvo’ das críticas, dores e frustrações do sujeito que, até hoje, volta e meia, quando ouve ou lê meu nome por aí, põe o dedo na própria ferida, estimulando sua infecção. 



















Encontro-esquenta de seres 'inoxidáveis' em noite de rock: Niko, Giva (Red Tomatoes),
Faccio (Os Variantes), Liza & Guto (Xanxerê)...


E já que o assunto é a ‘situação do rock xapecoense’ hoje, só posso falar enquanto membro e compositor de uma das bandas autorais da cidade que promove suas próprias músicas, e digo, o rock independente e autoral xapecoense vai muito bem – obrigado! – como há muito tempo não acontecia, graças a soma de valores, qualidade e persistência na produção, ousadia e vontade das próprias bandas em juntar forças e somar nessa ‘luta’, nesse ‘grito’.

Viva o rock autoral independente!

Herman G. Silvani

segunda-feira, abril 23, 2012

Rock for Friends com:


Epopeia





Marujo Cogumelo (Xanxerê)







27/04 (sexta), no Premier Bier

Ingressos antecipados:

R$10 com as bandas:

http://www.facebook.com/#!/events/212644495513175/

& no Bar da Dulce

+

Confirmado!


Epopeia na FEMI (Festa Estadual do Milho) 2012 em Xanxerê-SC..

28/04 (sábado).. 19h30min. aprox.
no palco multi-cultural do parque de exposições
primeiro dia da feira..


a Epopeia continua...


quarta-feira, abril 18, 2012

Epopeia.. seguindo em movimento!

EPOPEIA ao vivo no Grito Rock Chapecó 2012.. música: 'Loucura Verdadeira'..

* psicodelia, experimentalismo/improviso & outras divagações sonoras..


*


ao vivo no Estúdio A 2011.. músicas: 'Intro-experimental' & 'Diferente de Você!':




A Epopeia continua...