terça-feira, outubro 06, 2009

Fim de semana cheio de Rock

Como uma espécie de antecipação do 'esboço de meia hora' que serão as apresentações na EFAPI 2009, EPOPEIA & RED TOMATOES, na Sexta (09/10), farão a festa no Hangar... e no Sábado, as mesmas bandas, retornarão ao palco com outra apresentação, mais resumida é certo, mas não menos intensa...

no Hangar:

* a partir das 23:30h, EPOPEIA & RED TOMATOES (leia-se cartaz no post abaixo).

na EFAPI:

* a partir das 15h, no palco 3 (lá em cima, ao lado do Museu), tarde do "ENTREVERO DE ROCK", com várias bandas locais e regionais. O rock vai comer solto...

* a partir das 18h, no palco 2 (lá em baixo, ao lado da ConchAcústica)... bandas: PARANÓIA; THE SULKY; RED TOMATOES; EPOPEIA (19:30h); VARIANTES... nxZero (concha). por aí...

segunda-feira, setembro 07, 2009

FEMIC 2009, próxima empreitada...

Classificamos uma música no Festival da Música e da Integração Catarinense e vamos defende-la nesta Quarta, dia 09/09, a partir das 20h no 14 Bis. Trata-se da canção: “O que penso de mim” (letra e música: Herman G. Silvani, Niko – banda Epopeia). A entrada é franca. Compareçam e torçam por nós. Adelante!



Astronauta libertado...


Astronauta Pinguim

...disco lançado, tempo desConcertado!

é o au-au?
Astronauta Pinguim & Ramiro
Eliz
Astronauta & Epopeia
Tubin & Liza
..seres estrambólicos
desConcerto do tempo


...agora, a nova missão-busca: 'Onde está o som?'

Saímos na sexta a noite dar uma última divulgada no corpo-a-corpo pelas ruas da cidade, eu, Liza e Eliz. Acabamos no bar tomando umas cervejas e conversando com amigos. Já em casa, no cume do sono, as seis da manhã o telefone toca. Astronauta Pingüim chega. Vinha de Curitiba, onde faria uma discotecagem na noite anterior, o que acabou nem rolando, devido ao horário de ônibus e tudo mais. Pegamos o carro e fomos buscar o bicho na rodoviária, ele e seus teclados espaciais. Chegamos em casa, bebemos café e começamos uma longa e interminável conversa. Sobre tudo, tudo mesmo: produção de discos, música, cinema, instrumentos, shows, mídia, internet, etc. Pela fluência do diálogo, até parecia que já nos conhecíamos de longa data. O Pingüim é um cara muito simples, criativo e tem muita consciência. Sabe por onde anda. Isso é importante para alguém que trabalha e vive como ele, entre shows próprios, produções de estúdio, direção de shows, etc. Passamos o dia conversando e rindo muito. Até a chegada do Ramiro, o batera. Depois, as conversas triplicaram e as risadas mais ainda. Que figura! Bem que o Pingüim havia nos alertado. O ‘Rami’ (Ramiro), é um sarro, nada de ‘energia ruim’. O bicho é professor de fotografia e designe na Universidade em Caxias do Sul – RS. Comemos, bebemos e falamos muito. Conheço o bicho de um programa de rádio que ele e alguns ‘comparsas’ tinham em Xanxerê, anos atrás, o ‘Cobreiro’. Um programa muito legal, diga-se de passagem. Nisso, descobri que ele nasceu aqui e morou em Xanxerê, antes de ir para o Rio Grande. Já o Pingüim, é de POA, mas mora, atualmente, em São Paulo. Lembro da vez que ele veio tocar em Xapecó junto com o Júpiter Maça. Não vi o show, mas ouvi o final dele na parte de fora. Foi no antigo República CRC. Só lembro que aqueles sons sintetizados, moog e órgão entraram pelos ouvidos e afetaram minha mente. Depois fui conhecer seu som na internet. No meio da tarde fomos até o Hangar passar o som e organizar as coisas. Feito isso, nós, mais o Roberto Panarotto, fomos comer pizza e depois esticar um pouco as pernas e tomar os devidos banhos. As conversas e risos continuaram. Eu e a Liza testamos nossa resistência e conseguimos ficar 27 horas sem pregar os olhos, antes de tocar. Mas a energia da festa, no palco, superou o cansaço. Tínhamos uma missão, e ela foi completada. Os shows aconteceram, a festa foi grande, o público muito bom. Contrariamos a paranóia da gripe A, e salvamos muitas almas desoladas, pelo menos naquela noite. O experimentalismo, a divagação sonora, a energia criada com tudo, foi distribuída e rodou a pista e o palco do Hangar. Levantamos vôo e o tempo foi desConcertado. Algo ruidoso aconteceu. E continuamos, ‘em mo.vi.men.to...’

sexta-feira, agosto 21, 2009

2009: desConcerto do tempo


(lançamendo do CD 'em mo.vi.men.to')

com:

* EPOPEIA
&
* ASTRONAUTA PINGUIM

...rock, psicodelia, garage, prog, eletro, ciberpunk, minimalismo, surrealismo, dadaísmo, cinema & fotografia: projeções, dança, risos, aromas, tragos & estragos...

dia 05/09 (sábado)
no Hangar
a partir das 23h

domingo, julho 19, 2009

*_*

MOVIMENTO, s.m. Estado em que um corpo muda continuamente de posição em relação a um ponto fixo; deslocação; variação de algumas quantidades; afluência de gente movendo-se; (...); rebelião; revolta; motim; (...); animação; agitação; andamento musical; evolução de idéia; marcha dos astros; marcha de tropas. mo.vi.men.to

(Dicionário Silveira Bueno, 1898 – 1989)

segunda-feira, julho 13, 2009

A propósito...

Música

Algo de miraculoso arde nela,
fronteiras ela molda aos nossos olhos.
É a única que continua a me falar
depois que todo o resto tem medo de estar perto.
Depois que o último amigo tiver desviado o seu olhar
ela ainda estará comigo no meu túmulo,
como se fosse o canto do primeiro trovão,
ou como se todas as flores explodissem em versos.

Anna Akhmátova

e.po.pei.a (poema épico)

1. (na Literatura): extenso poema narrativo onde o divino se confunde com a realidade, e a lenda com a história, geralmente invocando algo ou alguém de valor extraordinário: 2. ato ou atos de características grandiosas, dignos de uma epopeia.

A epopeia nasceu junto a história da humanidade. Enquanto trajetória, a data é incerta. É provavelmente o mais antigo texto literário escrito pelo homem. Com Homero, a epopeia é algo ‘fantástico’, uma macro-história de feitos contada em versos. E o tempo passa e a epopeia continua, agora refeita em ‘epopeias’. Foucault confirma essas, agora micro-histórias: epopeias de vidas pessoais narradas por historiadores, literatos e poetas, pela música ou pelo próprio protagonista. De algo macro, a ‘epopeia humana’, assim como a história e a poesia, passam a ser também particularizadas, ou seja, a história de cada um e de cada coisa, tem um valor insigne em si. Seja nas artes ou no cotidiano, no fantástico-além ou na realidade (seja ela abrupta ou não), a epopeia está presente em suas pequenas histórias (mas não menos importantes e relevantes). Tratamos agora de uma epopeia que surgiu na década de 1950, filha do jazz e blues (negro) com a música country (branca). Já nos anos de 1960, o rock, além de música, se confirmou como modo de vida de uma juventude que buscava seu espaço, sua própria voz. E foi nos anos 60 também que figurou no cinema o filme ‘2001: uma odisséia no espaço’ (epopeia futurista de Stanley Kubrick)... e é justamente no ano de 2001 que surge a banda Epopeia. E o que isso tem haver com história, literatura, poesia, cinema, artes? Muito... por fazer parte da história da humanidade e da história pessoal de cada um. A banda surge por uma necessidade em primeiro lugar: a de se expressar, comunicar, livremente, utilizando-se da linguagem musical. Mais tarde, passando significar sua continuidade através dos elementos que a constituem: no cinema, Stalker e Solaris de Tarkovsky, 2001 e Laranja Mecânica de Kubrick, assim como a trilogia do Silêncio de Bergman, enquanto Odilon Redon nas artes plásticas (na fase carvão de ‘o sonho - os negros’), inspiram ambientações sonoro-visuais à Epopeia e contribuem significativamente para sua constituição.

em mo.vi.men.to


“Uma máscara toca ao morto” (Odilon Redon)

* Nota sobre a arte-concepção (conceito), do disco:

A estética do disco - a cor (ou a falta dela):

“Por mais estranho que pareça, embora o mundo seja colorido, a imagem em preto e branco aproxima-se mais da verdade psicológica e naturalista da arte, fundamentada em propriedades especiais da visão e da audição.” (Tarkovsky)

* * * * *

- o exame de consciência

1. Intro.versão: (leia-se, exame íntimo da consciência); Por tudo o que foi e é.

* Motivo e razão para a proposta do disco: ‘passado e presente’. Tudo o que foi, passa a ser somado ao que é, re-significando o passado e constituindo o presente que é uma soma do que foi e de algo novo que ainda não se sabe ao certo o que é.

- que gerou o conhecimento de si próprio, levando-o à assumir-se

  1. O que penso de mim: Nós, humanos (ou o homem ‘eu’- eu e o outro), vivemos em tentativa de adaptação a natureza, sempre em conflito com o meio e consigo mesmo. Ao longo da história, criaram-se conceitos, valores e atributos aos seres humanos, na tentativa de designar características, personalidades e até referências do que é ‘este homem’, que mesmo em estado social, dentro de um todo, continua sendo único. Nisso, identidades se perdem e outras se criam. Constituíram-se morais e ordens que classificam o homem em grupos e/ou tipos de pessoas, segundo seu caráter individual/social. Nisso, a desigualdade, assim como uma tentativa de igualdade, que respeite as diferenças, acontece cotidianamente entre os homens. Além disso tudo, vivemos conflitos internos e externos, e todos vinculados a nossa existência. Sonho e realidade são constantes, e quem não tem realidade ou sonho em si, não vive, apenas existe fisicamente. “Horas estamos aqui, em nós mesmos, dentro de nossa realidade social/individual; horas fora, além, independente dos conceitos e do meio que nos cerca”. Há algo de misterioso nisso, algo espirituoso que vai além da razão, que ultrapassa os limites do conhecimento humano. Somos compostos (além de matéria e espírito/alma), do que ouvimos, comemos, compreendemos, e pensamos. Independente do que outros digam, do que nos conceituem dentro de um quadro social/moral, também somos o que pensamos ser: Nunca estou / Mas eu sou / O que eu penso de mim”.

- das invenções que se movem: instrumento que imita um evento da natureza, gera vento e assim, movimento

  1. Ventila-dores: Vivemos n’um mundo complexo e burocrático que nós mesmos criamos, além da natureza, e a natureza continua além deste mundo, caótica e livre. Tentamos ordenar nossos dias, estar seguros dentro do caos. Mas essa pretensa e idealizada segurança tem um preço: exploramos a natureza, consumindo seus recursos em prol deste mundo ‘organizado’ feito regras e mecanismos funcionais. Nisso, criamos espaços fechados (casas, escritórios, fábricas, etc.), onde podemos nos sentir seguros dos trâmites da natureza, e produzir nosso próprio meio. Mas até que ponto essa segurança é real? Disfarçamos nossas ‘dores’ e medos com paredes e sentimentos de segurança e certeza, mas nosso próprio mundo é incerto e caótico, assim como a natureza. Hoje, mais do que nunca, precisamos de ar (não puro, pois este já deixou de existir há um bom tempo). Ar que amenize o dito ‘aquecimento global’ ou ‘efeito estufa’. Precisamos de vento na carne para nos sentirmos pelo menos vivos. Então foi criada uma ‘máquina de fazer vento’, e isso, de certa forma, reproduz um evento da natureza, tão necessário para o corpo quanto para a alma. Os ventiladores, ventilam além do corpo, idéias, espaços onde o corpo e a mente se abrigam... ventilam dores. O ar fresco e o vento, nunca foram tão desejados quanto hoje, quando a humanidade sofre com o calor causado pela sua própria maquinaria, pelo seu próprio excesso. Os ventila-dores estão para amenizar uma falta, colaborar na satisfação de uma necessidade humana. Ventila-dores, assim como o globo, como rodas e cata-ventos, giram. É o andamento da vida, a continuidade do caos. Fixar os olhos em um ventilador por determinado tempo pode fazer enlouquecer. É a realidade que gira (ou a cabeça, depois de uma noite embriagada?). Ventila-dores provocam movimentos... E a equação? É pra não entender.

- o homem assumindo a si próprio, passando assim a conceber o mundo como sua casa, tendo o vento como companheiro

  1. Vagamundo (ou ‘Com o Vento’): Ele vagueia pelo mundo, errante, livre; Dentro (ou fora?), de um mundo cheio de burocracias, conceitos, ordens, artificialidades, maquinaria: escravidão. Um viajante que bebe seu tempo em tragos destilados do melhor veneno. Não espera sentado-acomodado a hora de morrer, nem seu salário no final do mês. Não canta a velha canção que diz: ‘Vou andando contra o vento...’. Não quer liberdade institucional, quer estar com o vento no meio da tempestade: ‘Vou andando com o vento...’. O Vagamundo quer andar, só por andar. Ele descobriu o que realmente é. E o que ele é, é o que pensa das coisas e de si próprio. O Vagamundo, não se importa mais com os conceitos inventados para rotular humanos. Para o que vagueia pelo mundo, o momento é algo importante. O passado já foi e o futuro não existe (ele ainda não chegou e nunca chega). Tudo é presente e o passado um espelho que reflete... O futuro é o eterno ‘nunca chega’. Para diminuir e insignificar o Vagamundo, existe o termo ‘vagabundo’, em uso discriminatório e preconceituoso. Isso porque o Vagamundo representa perigo à cultura do medo. Sua casa é o mundo por onde vagueia. O Vagamundo não tem ouvidos para os medíocres, como o Zaratustra de Nietzsche, cansou-se dos cadáveres. Ele continua com o vento, andando, enquanto o chamam “vagabundo em vão...”

- a tomada de consciência, onde se reconhece o próprio eu e o meio como algo que precisa se mover e transformar-se junto à natureza... a continuação

  1. Novo início: Tudo o que vivemos, por tudo e por onde passamos, acumulamos experiências, conhecimentos (perdemos alguns, e somos constituídos a partir desse movimento: ‘o andar para qualquer lugar ou para lugar nenhum’. Os sentidos apuram ou desaparecem com o tempo. Nisso, a humanidade se constrói e se perde. Encerrar o mundo atrás de nós e começar outro novo, participar de um novo contexto. Quando ‘os profetas do apocalipse’ dizem: ‘o mundo vai acabar!’, desconfie. Nós morreremos, é certo, mas o mundo continua, independente de nossa existência ou não. A natureza é viva, e é dela nossa maior fonte de alimentos, e para ela, seremos apenas compostos orgânicos quando este mundo se transformar. Muitas idéias prevalecerão, continuarão, outras, sucumbirão no vento. É preciso rever o mundo e a cultura, compreendendo o Movimento Caótico das Coisas, ou, o próprio Caos, não como ‘fim de mundo’, mas sim como ‘possibilidade de transformação’. É importante saber o que seremos no futuro? E não seria mais importante ainda saber o que somos agora, no presente? Adquirir olhares do andante que vagueia com o vento. É preciso despir o mundo, viver mais intensamente o momento, pois todo ele é único, e o que foi dito e feito uma única vez, ecoará para todo o sempre. Parte essencial de toda transformação: ousar: CANTAR – AMAR – VIVER – SONHAR. Cantar: ninguém nem nada ama sem uma canção, seja ela na ponta da língua, no vibrar das cordas vocais, ouvida e composta pela cabeça ou mesmo na alma. Amar: ninguém vive sem o motor da vida que é o amor (aqui também entendido como prazer – amor depende de prazer e prazer depende de amor). Viver: ninguém continua se não sentir amor/prazer. Existir, até é possível, mas há pouca diferença entre existir e morrer, são duas coisas que não suscitam movimento, apenas reprodução-estagnada. Sonhar: porque quem não vive não sonha (e vice-versa), apenas existe. A vida é real, o sonho, pode ser... A vida é intransferível, o sonho, também. Enfim, a vida prossegue, caótica, abundante, intensa, misteriosa... viva. ‘Virar o disco’ é prosseguir; do outro lado existem outras canções para serem ouvidas e/ou cantadas. O que não se transforma morre, como o que não se move já está morto. Por isso, é necessário andar, sempre, rumo à um “Novo Início”.
Esculpir el tiempo: O passado e o presente encontrando-se intimamente para um diálogo musicado. O som das coisas desconhecidas. O espírito do silêncio que canta por trás do que se ouve nitidamente. Suas melodias são absurdas e lindas, espirituosas, duras e cheias de nuances. As imagens não esclarecem nem delatam, apenas sugerem. A poesia acontece, mesmo que quase imperceptível, assim como a provocação e a transformação. O desConcerto do habitual... tudo em mo.vi.men.to.

desConcertanto o habitual

“Stalker” (Andrei Tarkovsky)

http://www.ufscar.br/rua/site/?p=1793

* Notas sobre a trilha sonora (Intro.versão / Esculpir el tiempo):

A textura sonora - o som (ou a falta dele):

“(...) Não um silêncio qualquer que cala e não fala, e sim o silêncio próprio do sem fronteira que as palavras carregam. Stalker não é apenas um filme nem se limita a uma obra de arte. Há algo de outro que se esgueira na gritaria do silêncio das imagens e sons.” (CineSophia)


CríticArte...

“O que hoje passa por arte é, na sua maior parte, mentira, pois é uma falácia supor que o método pode tornar-se o significado e o objetivo da arte. Não obstante, a maior parte dos artistas contemporâneos passa o seu tempo em exibições auto complacentes de método.”

“A questão da vanguarda é peculiar ao século XX, à época em que a arte vem progressivamente perdendo a sua espiritualidade. A situação é ainda pior nas artes visuais, que hoje estão quase inteiramente privadas de espiritualidade. A opinião corrente é a de que esta situação reflete a “desespiritualização” da sociedade moderna, um diagnóstico com o qual, a nível de simples constatação da tragédia, concordo plenamente: trata-se mesmo de um reflexo da atual situação. A arte, porém, não deve apenas refletir, mas também transcender; seu papel é fazer com que a visão espiritual influencie a realidade, como fez Dostoiesvski, o primeiro a expressar de forma inspirada o mal da época.”

Andrei Tarkovsky em “Esculpir o Tempo”

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Entrevero de Rock!



com as bandas:

Epopeia e Mister Magoo

dia 05/03/2009 - no 14 Bis

a partir das 23:00h

Ingressos no local


Adelante el Rock!!

Fotos do Psicodália 2009.

Plástico Lunar
Cadillac Dinossauros
Ivan (Gato Preto), baixista do Plástico Lunar, Ultraleve e Epopeia
..o fantástico Manito!
Manito e Pedrão - Som Nosso de Cada Dia
Nós e Pedrão - SNCD
SOM NOSSO DE CADA DIA.

Epopeia no Psicodália 2009...

Festival Psicodália de carnaval 2009 : um apanhado geral...

Nas minhas andanças pelo mundo da arte e/ou da cultura-contra-cultura, sempre procuro crescer, de uma forma ou de outra. Insatisfeito, sempre estou em busca de novos conhecimentos e experiências. Dentro disso, já fazem três anos consecutivos que vou, junto a amigos e afins, ao “Festival Psicodália de carnaval”, que acontece em São Martinho – SC. No ano de 2007, o festival já havia me impressionado pela qualidade das bandas e pelo som (muito apropriado), pelo belo local (uma chácara, localizada n’um grande vale, com muito verde, cachoeiras e tudo mais), e pelo público, um povo alegre, pacifico, disposto a compartilhar e trocar conhecimentos. No ano seguinte de 2008, o festival havia crescido, e muito, em tudo. Maior estrutura, mais público, mais organização, evolução musical por parte das bandas. De um ano para o outro, tudo se superou, e o que já era bom, ficou ainda melhor. Em 2007, as atrações principais foram ‘Rolando Rock’ (projeto bem sucedido do Rolando C. Júnior, baterista da Patrulha do Espaço), e o Mutante ‘Sergio Dias’, quando o palco ainda era menor, mas os shows não menos grandiosos. No ano de 2008, foi a vez da banda ‘Casa das Máquinas’ fazer seu espetáculo, já no palco novo, um palco maior e com um som também maior e de melhor alcance/qualidade. Chegou 2009, e o festival seria prioridade novamente nas férias deste que voz escreve, e foi. Conversava com o Yusanã, do site ‘Agenda Chapecó’, na possibilidade de irmos cobrir o evento: fotografar, entrevistar, escrever textos sobre (como este), etc. Mas Yusanã não pode, e lá fui eu. Algumas fotos de algumas bandas foram tiradas, já que de todas não foi possível e nem seria viável por no site, ou falar de cada uma e suas particularidades. Vou então aqui, brevemente, destacar algumas bandas que vi e de que me lembro e o festival como um todo.

Chegamos ao Psicodália 2009 pela manhã, bem cedo, creio que lá pelas 7 da manhã. A viagem de ida durou umas 10 horas. Fomos devagar e paramos para comer na estrada e tudo mais. A parada para apreciar um pouco da beleza e imensidão da ‘serra do rio do rastro’, foi inevitável. Um obra de arte da natureza, indescritível. Andamos mais um tanto e lá estávamos nós. Alguns minutos parados esperando abrirem os portões, depois o credenciamento dos participantes e fomos liberados para achar um local para erguer acampamento. Acampamos no alto de uma montanha com uma vista formidável. Entre banhos de córrego, cachoeira e chuveiro, boa comida, bebidas diversas e afins, a convivência por lá foi muito boa. Como já disse, pessoas de diversos lugares dispostas a conhecer e se relacionar com ‘o outro’. Já nos palcos, música, música, música... Dois palcos faziam o rock acontecer. O ‘palco do Sol’ era onde tocavam as bandas á tarde, e ficava em frente às duas piscinas de pedra, onde o povo se juntava para relaxar, se banhar, se conhecer e ouvir um bom som. Destaco neste palco, algumas bandas que me chamaram muito a atenção, das que pude ver. Logo ao chegar no ‘palco do Sol’, a banda “Trem Fantasma” (PR) passava o som. E que passagem! Tocaram além de músicas próprias, um Cream e um Slade, duas bandas que gosto muito. Aquilo me empolgou. Deusdocéu! Sem comentários! E quando começaram a tocar p’ra valer então... O mundo parou por alguns minutos. Um trio literalmente ‘power’. Composições próprias muito boas e uma presença de palco muito boa, além dos timbres vibrantes. “Seres Inteligíveis Vindos do Hiperurano” (PR), foi outra banda de que gostei. Já conhecia esta da edição 2007. Uma das bandas mais progressivas de todo o evento. Destaque para os teclados e composições muito bem arranjadas. “O Conto” (PR) foi outra banda das que mais me fez vibrar. Um trio também (guitarra, bateria e teclados), e ‘power’, como não! Um dos grandes guitarristas e vocais do evento, fazendo frente com um dos grandes tecladistas também. Composições e timbres intensos, que oras me fizeram lembrar Pink Floyd na sua fase mais inspiradora. Belos solos e improvisos! Outra banda deste palco de que devo falar, é a “Mesa Girante” (PR). Banda muito boa, que fez sua estréia no festival do já conhecido guitarrista, meu xará Hermann, da banda “Sebbo”. A banda lembra algo entre Mutantes, Tutti Frutti e Deep Purple. Destaque para o baterista, as linhas de guitarra e baixo, a vocal feminina que fazia coro com as vozes masculinas, e o tocador de harmônica, ‘um monstro!’ Agora vamos para o”palco do Pasto”, o palco grande, noturno. A princípio, destaco o melhor som pra rock que já ouvi até hoje. Em 2008, o som já foi muito bom, e desta vez, melhor ainda. O som valorizou os timbres e as peculiaridades de cada banda, cada instrumento, de cada músico. Técnicos e equipe realmente profissionais. Tocar com um som assim é um sonho! No ‘palco do Pasto’, ainda no sábado, a primeira noite, para iniciar o espetáculo, e começou com tudo, subiu ao palco a banda “Plástico Lunar” (SE). Esta banda nordestina, mostrou para quem lá esteve, que o rock psicodélico com elementos de garage rock e muito experimentalismo, ainda é vivo, e muito vivo! Uma das bandas de que mais gostei de todo o evento. Simplesmente um show explosivo, com uns 15 minutos de sintetizador queimando neurônios desavisados no meio da apresentação. Chegou a cair a luz do local que demorou mais uns 15 min. para voltar, uma loucura. Esta banda tem um baixista de outro mundo, um tecladista/órgão/sintetizador infernal, um baterista que voa, guitarras criativas e experimentais e belos vocais, sem falar na energia típica do garage. Em suma, “uma baita banda!” E a noite estava apenas começando. Outra banda que destaco neste palco, novidade no festival também assim como a ‘Plástico Lunar’, e que foi a última a se apresentar na noite, foi a banda “Zé Trindade”. É vendo que se aprende, pois subestimando o nome da banda, achei que tratava-se de um cantor solo e tal, como o Plá (não tirando seu mérito), mas não foi nada disso. “Zé Trindade” (MG), de Belo Horizonte, fez a noite no ‘palco do Pasto’ terminar com vontade de ‘quero mais’. Um trio, ‘power’, e o que dizer a mais do que isso? Três instrumentalistas de primeira com um som nervoso e muito bem composto. A banda mostra que o rock ainda é atitude, timbres, vontade se fazer e ser. O baterista deu seu show a parte, junto ao baixista, uma das melhores cozinhas de rock que já vi/ouvi ao vivo. O guitarrista virtuoso mas sem perder o feeling, muito pelo contrário. A banda lembra o peso do Grand Funk, a técnica do Rush, a atitude do Rage Against the Machine e presença de palco do MC5, por aí... só para ter uma referência de leve (usem a imaginação). Tudo isso com as belas composições e letras. Um pé nos anos 70 e outro no hoje-aqui-agora. Um espetáculo!

Domingo, o calor aumentou e o dia foi dentro da água, e que água! Diversão refrescante! Já a noite, iniciou com a bela apresentação da já conhecida por nós, “O Sebbo” (PR). Banda com canções muito boas, um tecladista criativo, guitarra ‘a la Blackmore’ ferrada, baixo sereno, três vozes que se complementam, sendo uma feminina (e muito boas), e um ‘demolidor’ na bateria, simplesmente. Uma bela apresentação de uma das bandas mais reconhecidas no festival. A próxima banda a subir ao palco é uma das minhas prediletas: “Sopro Difuso” (PR). Destaque para o conjunto vocal, flauta (arranjos no lugar que eles merecem estar), guitarra ‘floydiana’ que eleva a alma, e principalmente composições (letra/música). Minha emoção foi tanta que comentários não serão suficientes para descrever tal momento. Quando falei com os caras, não disse parabéns nem nada disso, apenas agradeci com um ‘OBRIGADO!’, recebi agradecimentos e abraços, e minha noite foi boa. Na seqüência, a “Gato Preto” (PR), também fez sua parte. E nesta, não consegui nem tirar fotos, pois dancei-pulei-enlouqueci no meio da multidão, do início ao fim, nos divertimos como a tempos não acontecia. Canções de pirata fazem da banda algo típico para se liberar, pular e cantar bebendo rum. Uma grande banda, com músicos de primeira e belas composições. Destaque para a guitarra jazzística, a bateria detalhista, o violinista (um figura!), e o vocal/flautista, que detona (também uma das bandas mais conhecidas do público e ‘tradicionais’ do festival). Logo subiu no palco uma das atrações ‘principais’ do evento, a banda “Pata de Elefante” (RS). Um grande show instrumental. A banda toca muito! Um trio, ‘power’, denovo? Sim, outra vez... grandes músicos com grandes composições. Já havia visto a banda antes em Passo Fundo, mas desta vez a coisa foi maior. Destaque para um ‘The Who’ instrumental que rolou, e a virtuose dos guitarristas. Uma noite entanto que me deixou desconcertado e muito feliz.

A segunda amanheceu nublada, com o sol um pouco envergonhado entre as nuvens. Logo mais, o sol resolveu brilhar e fritar o mundo abaixo dele. Que calor! Quase tive um treco. Mas na tarde, a chuva veio, e com ela uma tempestade que levou lonas e roupas estendidas. Coisa linda, ainda mais para nós que estávamos no alto de uma montanha. Aquele céu negro que roncava. Começou um chuvão com raios, e dormir foi uma boa opção naquele contexto. Acordamos depois de algum tempo, preparados para a noite que viria. A garoa não parou mais, mas em compensação, refrescou bastante. Segunda foi a noite da atração ‘principal’. A lendária banda “Som Nosso de Cada Dia” faria sua apresentação. Vou destacar nesta noite fantástica, uma banda feita por palhaços, literalmente. A “Bandinha Di Da Dó” (RS), era realmente de ‘dar dó’, pois os bichos detonaram. Quatro palhaços magníficos, que brincavam com o público e com a música. Gaita (acordeon), guitarra, baixo e bateria, além de um instrumento inusitado, cheio de apitos e outros sopros. A banda avacalhou com a pretensa seriedade do mundo musical intelecto-fechado, no sentido de tornar tudo mais simples e igual, tudo mais acessível. A musicalidade complexa e doida da banda, lembra em partes ‘Gogol Bordello’ e ‘Goran Bregovic’, assim como “Gato Preto”. Com uma postura anárquica e uma musicalidade circense e desregrada, o show foi muito divertido e humano. Palhaços das oficinas invadiram o palco no fim da apresentação e fizeram o maior auê! Muito bom! Depois foi a vez da “Trupe Sonora Casa de Orates” (SC), a única banda catarinense. A banda é uma das mais conhecidas e ‘tradicionais’ do evento, e mescla teatro com música. Destaque para a indumentária do grupo, além da performance teatral da vocalista/atriz. A última música foi um hino a altura do festival e fez todos se sentirem mais vivos num mundo que não valoriza tanto a produção o quanto devia: ‘Ode aos que produzem!’

Alguns minutos se passaram e lá estavam eles, o “Som Nosso de Cada Dia”. Já à tarde quando chegaram no local do evento, havia trocado uma idéia com um dos responsáveis pelo retorno da banda, o Marcelo Schevano, guitarrista também da Patrulha do Espaço. Neste papo ele me falou da volta da banda e das canções inéditas que iriam tocar no festival. E foi o que eu vi. E o que foi aquilo? Ainda estou tentando voltar em mim para compreender. Começando pelo tecladista que acompanhou ‘o mestre Manito’, o cara toca demais. Depois o baterista, nada mais, nada a menos do que o batera que foi da banda ‘Terreno Baldio’, um clássico progressivo brasileiro. Dois vocais magníficos (um era um garoto), faziam as vozes altas e técnicas que o Pedrinho, baterista e vocal já falecido, deixou registrada nos discos da banda. A guitarra ficou por conta do Marcelo, um grande guitarrista e fomentador do rock neste nosso momento atual. No baixo e vocal, um dos ícones compositores e músicos do rock progressivo brasileiro, o Pedrão. E para completar esta ‘seleção’, ele, o mestre Manito. Manito foi tecladista e sax da lendária banda ‘Os Incríveis’, do baterista Netinho, fundador que na edição passada do festival tocou com a ‘Casa das Máquinas’. Manito já tocou também com os Mutantes e outros. O show... não, não, o espetáculo, começou com uma das composições inéditas. Em seguida o instrumental ‘O Guarani’ de Carlos Gomes (aquele da abertura da Voz do Brasil). Logo em seguida os clássicos da banda, e o público acompanhando. Aproximadamente 2.500 pessoas, creio eu, cantando ‘Bicho do Mato, Sinal da Paranóia, Pra Swingar, etc.’ ‘Bicho do Mato e Pra Swingar’, foram tocadas novamente no ‘bis’ da apresentação. Tive que conter as lágrimas ao ouvir - e para poder cantar junto - a música ‘Sinal da Paranóia’. Depois, na conversa nos camarins, a simplicidade dos músicos e o diálogo de ‘igual para igual’, deixou evidente o que foi uma mostra do que ainda existe no mundo da música: honestidade e troca. Manito é um ser indescritível, tanto dentro como fora do palco. Um mestre de pequena estatura e grande virtuosismo! Nunca havia visto/ouvido algo parecido atrás dos grandes teclados e órgãos Hammond, do saxofone e da flauta transversal. Um verdadeiro show de rock progressivo com levadas de funk/soul e ‘música brasileira’, que transportou quem pode ver/ouvir aquilo, a um mundo ainda inabalável. Fiquei literalmente de ‘boca aberta’!

Chegado o ultimo dia, terça feira, e a vontade de continuar lá e ouvir e ver aquilo tudo, aumenta. Os momentos de alegria em saber que hoje ainda existe o bom rock, a boa música, a boa relação entre produtores, artistas e afins, em eventos como o Psicodália que traduzem isso tudo. Desarmar acampamentos abaixo de chuva, com aquela vista, lá no alto, o corpo cansado e a mente liberta, tudo é experiência, e naquele momento aquilo era importante. Carregamos tudo na van e perdemos um pouco das bandas que tocavam no ‘palco do Pasto’, as últimas do evento. Mas ainda veríamos uma, muito esperada por mim, diga-se de passagem. Subiu ao palco, antes do Plá (figura carimbada e já conhecida por todos do evento), a banda ‘Cadillac Dinossauros’. Uma banda que leva no seu som o peso das bandas de hard rock setentista, o embalo do funk/soul, com rif’s ‘a la Sabbath’, e muita genialidade. Sons dissonantes e com técnicas apuradas, também fazem parte da sonoridade da banda. Algo de bem peculiar é o vocal com seu agudo e malandragem. Um grande vocalista que também manda bem na guitarra, dono de um timbre de voz que caracteriza a banda e uma presença de palco e indumentária que complementam um todo: um guitarrista solo dono de belos rif’s, um grande baterista que faz tremer o palco, e um baixista dos melhores que já vi, compõe o resto do plantel desta grande banda, para tudo terminar bem. Subimos na van com o Plá tocando no palco e encerrando o festival, e o que ficou para sempre, foi a certeza de que muito ainda é possível quando se tem vontade para tal, quando cabeças pensantes se reúnem para dar continuidade a algo grande e verdadeiro. Uma troca de 4 dias de conhecimentos, relações humanas e com a natureza, uma escola de música ao ar livre onde se transpira sons e vibrações (literalmente), com workshops, oficinas, e tudo mais.

Isso foi e é o Psicodália. Parabéns ao movimento e, como eu declarei ao ‘Sopro Difuso’: OBRIGADO!
Herman G. Silvani (Niko)

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

e viva o Entrevero!!


Confirmado, mais de 18 bandas envolvidas em um só pensamento - ENTREVERO DE ROCK , e a primeira edição acontece no dia 5 de março no 14 Bis em Chapecó - SC.

Mister Magoo e Epopeia abrem a temporada,

apoiados pela unochapecó e seus acadêmicos,

o ano promete ser bem roqueiro e o principal recheado de bandas com trabalho autoral !!!!

PROJETO ENTREVERO DE ROCK !!! FIQUEM LIGADOS !!!!!

segunda-feira, dezembro 08, 2008


ENTREVERO DE ROCK II: A Missão

"Se o sertanejo é universitário, o Rock é PHD"


EPOPÉIA

X

BUENA VISTA


Dia: 19 de Dezembro (Sexta)

Local: Hangar (ex-Dubai)

Horário: 23h

Ingressos antecipados: R$ 7,00

Na hora: R$ 10,00 -

(parte do dinheiro será destinado aos atingidos das enchentes de SC)


Antecipados: Sebo Old Music, Bar da Dulce, Café Brasiliano.

Apoio:

Djorge's Lanches (Bairro Efapi)

terça-feira, dezembro 02, 2008

EPOPÉIA & REPOLHO...

Duas bandas chapecoenses são destaques na MTV

Dia 26/11 foi a noite em que Repolho figurou no programa ‘MTV procura com Cachorro Grande’, já a Epopéia foi no dia 01/12. O programa foi dividido em uma série de episódios que foram ao ar durante três semanas, de segunda a quarta-feira. Cada episódio do programa, teve a duração de 30 min. (iniciando ás 23h), com reprise nas sextas e domingos. Apesar do espaço para as bandas ter sido restrito, foi válido pela divulgação em rede nacional (independente das opiniões da banda Cachorro Grande, pois essas foram pessoais e pouco interferem na realidade cotidiana das bandas). Algumas bandas foram criticadas, outras elogiadas, e o mundo continua girando... As bandas chapecoenses, neste contexto, tiveram bons elogios da Cachorro Grande. O destaque dos comentários, foi em torno da originalidade e criatividade das bandas daqui. Os programas estão na internet, no you tube, e comentários no site da mtv: www.mtv.com.br (programas: MTV procura com Cachorro Grande). Em suma, é o ‘rock xapecoense’, que mesmo sofrido, resiste aos modismos.

Conheça e ouça as bandas em:

www.myspace.com/epopeia

www.myspace.com/bandarepolho

sexta-feira, novembro 28, 2008

MTV Achou...

EPOPÉIA na tela...

provavelmente foram trocados os nomes das bandas
e Repolho (que causou estrondo), que seria dia 01/12, foi dia 26/11..
agora, Epopéia, certamente, será dia 01/12 segunda, ás 23h na MTV...

é o 'Rock Xapecoense' transgredindo as formas e formatações...

www.mtv.com.br (programas: mtv procura com cachorro grande)
http://mtv.uol.com.br/cachorrogrande/oquee

terça-feira, outubro 14, 2008

o Novo Rock no Velho Oeste...



...mais fotos em:

http://www.orkut.com.br/Main#Album.aspx?uid=8701944112341489996&aid=1223998227

EPOPÉIA & Stylin’Music...


Saímos de Xapecó rumo ao Per Tutti bar em Xaxim depois das 22h, cansados de um dia quente e cheio de afazeres. Mas uma noite circundada de bons amigos, alguns tragos e muito rock, torna isso insignificante. Chegamos em Xaxim e fomos direto para o sítio onde moram os inoxidáveis seres Elton e Gio, curtir algumas cervejas junto a amigos, churrasco, jogatinas e rock. Era aniversário do Elton, então passamos para saudá-lo e curtir aquele momento. Depois de muita diversão, já perto da uma da madrugada, fomos em direção ao Per Tutti, onde aconteceu a festa. O povo do sítio foi logo em seguida. Chegando lá, fomos recebidos com muita hospitalidade, o que nos deixou bem a vontade e motivados para a apresentação. Lá estavam amigos e admiradores da banda aqui de Xapecó, de Xaxim, Xanxerê e outras cidades próximas. Naquelas alturas da noite, já tocava a banda Órbita Rock, com cover’s de clássicos já conhecidos do público, com uma sonoridade mais pop. Depois da apresentação desta (a mais longa, diga-se de passagem), a bateria foi toda desmontada para que se montasse outra, o que atrasou um pouco as apresentações seguintes. Em seguida subiu ao palco a banda Ted Mechanic com alguns cover’s dos anos 60 e 70, bem executados. A gurizada foi simpática e mantemos uma boa relação. Enquanto não tocávamos, conversávamos, bebíamos e riamos junto aos amigos. Lá pelas 3 da madruga subimos ao palco, com uma demora de uns 10 min. Até que trocássemos o ampli da guitarra, peças da bateria e mais alguns ajustes necessários. Cansados e um pouco torpes, porém alegres e empolgados, nos doamos ao momento. Iniciamos com uma releitura do Casa das Máquinas, para nos adaptar ao som e local, já que não houve, de nossa parte, passagem de som. Foi muito legal, a galera cantou junto e o chão tremeu. Na seqüência, tocamos 3 composições próprias, iniciando com ‘Ventila-dores’ (e o chão continuou tremendo). A galera respondeu a altura e nós continuamos assim nossa empreitada, numa troca mútua de energia e muita diversão. Rock e psicodelia madrugada adentro. Chegamos ao ápice arriscando uma canção nova: ‘O que penso de mim...’, tocada pela primeira vez ao vivo. Foi demais! Enfim... a festa, como diz a galera da organização: ‘Bombooooou!!’ O local é muito bom e bonito. O público, assim como os donos da casa, foi simpático e animado. E nós voltamos para casa satisfeitos e com a alma revigorada.
Agradecemos à todos que colaboraram com a banda e para que a festa desse certo. E deu: Paulo, Denise, Guilherme e Ted Mechanic, Hedy, Roberta e toda a galera de Design, amigos, casa Per Tutti, público...

A Epopéia continua...

o Novo Rock do Velho Oeste...


6º Período de Design da Unoesc Xanxerê apresenta:

Stylin’Music

Dia 11/10 (sábado)
na Per Tutti – Xaxim – SC

com as Bandas:

*EPOPÉIA (Chapecó)

*Ted Mechanic & Órbita Rock (Xanxerê)

DJ: Fábio (Xanxerê)

Ingressos:

6º Período de Design (Unoesc Xxê);
Pa-Paulo (Xxê);
Per Tutti (Xaxim)

perfil: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=1020331534102886945

quarta-feira, setembro 24, 2008

FESTA DE ROCK & ARTE

*The Sulky - www.myspace.com/thesulkys
*Epopéia - www.myspace.com/epopeia
*Diabo a Quatro -www.myspace.com/bandadiaboaquatro
+ Hip Hop, malabares, cinema, capoeira, Dj e etc...

dia 26/09/08 (sexta-feira)
Local: Sede da Afusoeste (Nereu Ramos)
à partir das 22Hs
Participe!

quinta-feira, julho 31, 2008

Filosofia Rock...



Cachorro Grande em busca da fama – bandas do Sul (projeto MTV): em Xapecó, um ‘Entrevero de Rock’ com Epopéia & Repolho...

Chegada a hora, com um pouco de atraso (o que não é novidade neste mundo turbulento dos eventos e festas noturnas), subimos ao palco. Já era passado da meia noite, portanto dia 27 de julho, e não mais 26. Logo de início tivemos que mudar o repertório, alterando a seqüência ensaiada das músicas, já que as 4 primeiras deveriam ser as principais para a gravação (sugestão da diretora do programa da MTV). Isso, de certo modo, causou um certo entrevero. Mas nada demais (aliás, fizemos jus ao nome da festa). Começamos com tudo (ou quase tudo), e depois veio a improvisação devido a mudança repentina. Mas isso é algo que acontece, não? E ás vezes funciona. E desta vez acho que funcionou. Mas o pior, para nós que estávamos no palco, foi o retorno muito baixo. Por mais que o dono do som tenha se esforçado para deixar a coisa boa, os retornos não retornavam. O cara foi empenhado, preocupou-se com a banda e a apresentação, mas... e aplaudimos ele por isso. Isso, de certo modo retardou um pouco nossa virtuosidade musical (que já não é muita), tornando também um pouco mais amena nossa performance em palco. Mas, já que tocar era nossa função, foi o que fizemos. Poderíamos ter dado mais de nós mesmos, mas juntando a pouca audição, com a dose de nervosismo por estar sendo assistido e filmado pela MTV e pela banda Cachorro Grande, e o trago que foi um pouco maior do que a média (ou não!), fomos até bem (pelo menos é o que dizem). Tocar naquele dia, naquele momento, foi algo muito bom. O público, sem comentários! Se não o melhor, um dos melhores que já tocamos enquanto Epopéia. Enfim...

O Tuba, um pouco mais tenso que das outras vezes, mas como sempre, baixou o cacete na batera, e mesmo ela, a todo instante querendo fugir dele, conseguiu manter sua relação incomum com o instrumento, fazendo-se ouvir e soar como ele mesmo é. Liza, com sua sutileza, serenidade, boa marcação e criatividade peculiar, outra vez segurou a onda, não deixando ninguém na mão, principalmente eu, que dependo do baixo, acho que mais do que ninguém, por se guitarrista. Eliz, um pouco tensa, mas não menos vigorosa - a voz da banda – cantou, dançou, comunicou... fez-se ouvir, registrando mais uma vez sua personalidade enquanto a ‘mulher de frente’ da banda. Eu, por minha vez, fui um pouco mais cuidadoso que das outras vezes, devido a falta de audição (já que sou um pouco surdo de um dos ouvidos mesmo), e a tensão que a todos de certa forma, fez ter mais cautela. Mas isso não impediu meus timbres e meu corpo de vibrar além do homem. Isso tudo, contando com o público leal ao rock que se fez presente, a parceria com a banda Repolho, com a casa e o dono do som, tornou a festa e a apresentação, uma das melhores que já fizemos.

Logo depois da apresentação fomos saudar a equipe da MTV e a Cachorro Grande pela presença e escolha da banda entre as 17 do Sul do país na participação deste projeto. Como nós, todos estavam alegres e se divertindo com o evento. A gravação se deu numa conversa informal entre pessoas que se encontram numa noite divertida com seus copos de bebida na mão. Já no primeiro contato, a simpatia dos figuras transpareceu, nos deixando mais a vontade. Chego a pensar, se tivéssemos nos conhecido antes de tocar, gravado antes, perderíamos a tensão e tudo funcionaria melhor. Mas enfim... e quem disse que não funcionou? Depois do bate-papo, de uns tragos e tal, algumas fotos para registrar o momento. E a noite continuou, com a bela festa e a performática e irreverente apresentação da banda Repolho, a qual, a um bom tempo, vínhamos pensando em dividir o palco, uma antiga vontade nossa. Admiramos muito o trabalho dos Panarotto e banda. Em cada apresentação são diferentes e originais. Gosto da postura anárquica que faz com que a banda tenha estilo.

Já no domingo nos dirigimos, na meia tarde, para um sítio situado próximo ao aeroporto, onde rolou a gravação do programa com a banda Repolho, seguido de uma cervejada e um jantar de costelão com a equipe da MTV e a trupe da Cachorro, tudo regado a um bom bate-papo e música. A gravação com a Repolho foi muito boa sonora/musicalmente, além de divertida. Cerveja boa e gelada, costela melhor ainda, e tudo certo. O passarinho (batera da Repolho e maestro dos espetos), com sua bombacha, já apertada, dos tempos em que chuleava no CTG (creio eu), e a camiseta preta do Slayer dos tempos em que balançava a cabeça nos shows de metal (também creio), preparou um costelão do tipo! A simplicidade e simpatia do Diogo, produtor da Cachorro, da Betina (diretora do programa), do Beto Bruno e demais ‘cachorrada’, da equipe técnica, do Marcelo (novo baixista da Repolho), o qual não conhecíamos ainda (gente muito boa!), sem falar do Roberto e Demétrio (conhecidos antigos e promovedores do rock Xapecoense), fizeram com que ficássemos a vontade para falar das bandas e demais temas relacionados ao rock no país e fora dele, além de cinema e literatura e outros bichos. Brincadeiras e tragos, canções e muitos risos fizeram do dia algo muito agradável. Acompanho a Cachorro desde o primeiro disco, entrevistas televisivas, revistas, apresentações, e sinceramente, havia criado uma imagem da banda, a que hoje, posso dizer: superficial, televisual, um pouco distorcida. Agora, conhecendo os bastidores, os caras de perto, fora do palco e longe dos refletores, posso dizer que fazem o que gostam realmente, e o que querem fazer (de certo modo). Os bichos tem uma postura interessante para lidar com o tipo de vida que agora levam, o de contratos e shows, hotéis, estrada, etc. Ainda depois do churrasco, a festa se estendeu até altas horas da noite.

Chegada a hora de ir embora, nos despedimos, certos de que aqueles dias foram muitos proveitosos, musicalmente falando, mas também pela troca de experiências e conhecimento entre pessoas que respiram o mesmo ar, independente do local em que se encontram e do que pensam, o ar de quem vive o rock. Enfim... não há fim.

&...

Saiu o resultado do projeto e não fomos a banda escolhida (snif! / he,he!). Mas ficamos felizes por estarmos entre as 17 selecionadas no Sul do país, e por terem curtido nossa apresentação, as músicas da banda e a festa, sabendo que ‘a coisa não foi fácil’, como bem foi dito pela ‘Cachorrada’. Estar ao lado de bandas como Aerocirco e Lenzi Brothers, que já tem discos oficiais gravados e uma certa estrada no rock do Sul, uma certa consagração e profissionalismo, já nos deixa contentes. E por falar em Lenzi Brothers, nossos parabéns para a banda! Foram eles os escolhidos para tocar na capital gaúcha com a Cachorro Grande. Os caras são bons e fizeram por merecer. Enfim... valeu a participação, a amizade gerada e a festa como um todo. Adelante el rock! A Epopéia continua...


Herman ou Niko (Epopéia).




sexta-feira, julho 18, 2008

EntreVero!!!!


* Novo projeto da MTV "Cachorro Grande em busca da fama: Bandas do Sul". Trata-se da gravação de um programa televisivo pela MTV com parceria da banda Cachorro Grande, onde os mesmos passarão pelas cidades do Sul em busca de bandas em atividade e que produzam suas próprias músicas e que tenham algo peculiar, algo novo para mostrar, estilo, timbres, outras sonoridades... A banda deverá tocar ao vivo para que possa ser realmente apresentada. Nisso, foram selecionadas através de pesquisa, via internet e outros meios, 17 bandas do Sul do país (PR, SC, RS), para a gravação dos programas. Entre as bandas escolhidas, duas são de Chapecó: Epopéia & Repolho. No final, uma banda será escolhida para tocar com a Cachorro Grande em evento que acontecerá, a princípio, na capital gaúcha. Sendo assim, o 'entrevero' está armado!




quarta-feira, julho 09, 2008

AGORA É PRA VALER!

'ROCK PAMPERS'
(agora sai!)

com: Rawones - Epopéia - Buena Vista Revolução - e jams...

dia: 12/07 (sábado)
- véspera do dia mundial do Rock -
início: 21h
local: sede entrada atrás da Sadia
- haverão placas identificando -
maiores informações e mapa em:

http://rockpampers.blogspot.com

terça-feira, junho 10, 2008

domingo, junho 01, 2008

Rock de Inverno

Rock de Inverno:

EPOPÉIA

no

Skola's bar

sexta, 06 de junho
lá pelas 21:30h
(em frente ao posto Negreto)
entrada franca

www.myspace.com/epopeia

"a Epopéia continua..."